Geral

Terremoto na Venezuela: mortos sobem para 1.943 e ONU estima 50 mil desaparecidos

Governo venezuelano atualizou número de vítimas após sismos na região norte. ONU estima que 50 mil pessoas seguem desaparecidas seis dias após os tremores.

Por GrudanaWeb 30 de Junho de 2026, 15:15 📖 3 min de leitura
Terremoto na Venezuela: mortos sobem para 1.943 e ONU estima 50 mil desaparecidos

O número de mortos na Venezuela subiu para 1.943 nesta terça-feira (30), de acordo com o governo venezuelano. A atualização ocorre seis dias após dois terremotos em sequência terem atingido a região norte do país, onde fica Caracas.

Segundo estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas. A dimensão do desastre também foi calculada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), que aponta que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos sismos.

6º dia de buscas

Equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes sob os escombros. Com o passar das horas, cresce a preocupação entre as autoridades: quanto mais o tempo passa, menores as chances de encontrar pessoas com vida. Especialistas em resposta a desastres afirmam que as primeiras 48 a 72 horas são decisivas para localizar sobreviventes. Após esse período, as operações costumam se concentrar na retirada de cadáveres.

Na noite da última quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, derrubando prédios e deixando um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

Crise humanitária

A presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que as operações de resgate serão mantidas e anunciou um plano para atender as famílias que perderam suas casas. O balanço preliminar aponta que mais de 770 edifícios sofreram desabamentos totais ou parciais, entre imóveis residenciais, comércios e hospitais.

La Guaira concentra a maior parte da destruição. O desastre também atingiu Caracas e Maiquetía, cidade que abriga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país, ainda fechado. Em contrapartida, outros aeroportos internacionais, como o de Valencia, já retomaram as operações.

Socorristas enfrentam temperaturas elevadas e precisam remover destroços manualmente. Relatos de pessoas que acompanham o trabalho das equipes descrevem que o cheiro de decomposição dos corpos se torna mais intenso a cada dia.

Foi apenas no domingo que missões internacionais de resgate começaram a chegar em grande número a La Guaira. Antes disso, moradores relataram frustração com a resposta das autoridades e afirmaram que boa parte dos primeiros socorros foi organizada por voluntários e pela própria população.

As autoridades mantêm as buscas.

Publicidade
desco