Um morador de Vila Velha, na Grande Vitória, entrou na Justiça contra o Google após a inteligência artificial da empresa informar, de forma equivocada, que ele havia morrido. O pedido de indenização, no entanto, foi negado pela Justiça.
Segundo o processo, o autor descobriu o erro em agosto de 2025 ao pesquisar o próprio nome no Google. A ferramenta de inteligência artificial (Google AI Overview) respondeu que ele teria falecido em junho daquele ano. A resposta ainda relacionava o morador ao Sindicato dos Ferroviários do Espírito Santo.
Pedido de indenização e defesa do Google
O homem alegou ter sofrido abalo emocional e preocupação com possíveis consequências, como problemas perante órgãos públicos e uso indevido de sua identidade. Ele pediu que o Google removesse o conteúdo, impedisse novas exibições, publicasse um esclarecimento e pagasse indenização de R$ 20 mil.
Em sua defesa, o Google sustentou que a resposta da inteligência artificial foi resultado de uma associação automática entre conteúdos já disponíveis na internet sobre outra pessoa de mesmo nome. A empresa também afirmou que o trecho questionado já não aparecia na ferramenta quando apresentou a contestação.
Justiça nega pedido
A sentença, publicada no dia 19 de junho, é do 2º Juizado Especial Cível do município. Ao analisar o caso, o juiz concluiu que faltaram provas de que a informação se referia ao autor ou de que terceiros souberam do erro. O pedido de indenização foi negado.
