Uma estudante de medicina de 29 anos foi presa após atropelar e matar um idoso de 68 anos em Porto Velho, Rondônia. O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (1º). Segundo testemunhas, a motorista teria discutido com moradores antes de jogar o carro contra o imóvel onde a vítima estava.
Como aconteceu o atropelamento
Odair Brustolin, de 68 anos, estava em uma casa quando um carro invadiu o imóvel. De acordo com relatos de testemunhas, a estudante Vitória Caroline Marangoni Schneider teria se desentendido com moradores, entrado no veículo e acelerado em direção ao imóvel. O idoso foi socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu.
Imagens mostram tentativas de atropelamento
Vídeos feitos por vizinhos mostram o carro tentando atingir a casa uma primeira vez. Em seguida, a motorista dá marcha à ré, acelera novamente e invade o imóvel, atropelando Odair. A cena foi registrada e circula nas redes sociais.
Prisão e conversão em preventiva
Após o atropelamento, Vitória fugiu do local. A Polícia Militar informou que ela foi encontrada na casa de um amigo, que teria dito que a estudante pediu ajuda para serviços de lanternagem e pintura no carro. Ela foi presa em flagrante e, na quinta-feira (2), a Justiça de Rondônia converteu a prisão em preventiva. Com isso, ela permanecerá detida enquanto as investigações prosseguem.
Indícios de premeditação em áudios
Cerca de 25 minutos após o crime, a estudante enviou mensagens de áudio em um grupo de moradores. Nas gravações, ela afirma que já teria avisado sobre o que faria. O defensor público avaliou que o caso pode ser enquadrado como homicídio triplamente qualificado, por possível motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Histórico de embriaguez ao volante
Segundo a polícia, Vitória já havia sido presa por dirigir embriagada em maio de 2025. Familiares de Odair também entregaram às autoridades materiais que indicam outras tentativas de atropelamento por parte da estudante.
A Polícia Civil de Rondônia segue investigando o caso. A prisão preventiva da estudante de medicina foi mantida pela Justiça.
