A Prefeitura de Jundiaí, no interior de São Paulo, ampliou o monitoramento epidemiológico para três bairros após a confirmação da morte de um militar do Exército por febre maculosa. A varredura sanitária ocorre nesta quinta-feira (2) nos bairros Terra Nova, Vila Militar e Castanho, conforme a Secretaria de Saúde.
O paciente era Pedro Henrique Freiman Pereira, de 20 anos, aluno do Curso de Formação e Graduação de Sargentos da Escola de Sargentos das Armas (ESA). Exames do Instituto Adolfo Lutz confirmaram a presença da bactéria causadora da doença.
Investigação nos bairros
Equipes da Vigilância Epidemiológica (VE) e da Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM) percorrem as regiões para localizar focos do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa. O mapeamento considera todo o perímetro de mata por onde o grupo de militares passou durante treinamento no início de junho.
Segundo a prefeitura, ainda não é possível apontar o local exato do contágio devido ao tempo de incubação da doença. A análise considera os três bairros como área de risco.
O caso do militar
Pedro Henrique começou a apresentar febre e dores no dia 17 de junho, após participar de exercícios em ambiente de mata no quartel. O quadro se agravou e ele foi transferido para o Hospital Militar de Área de São Paulo (HMASP), onde recebeu tratamento intensivo, mas não resistiu. A morte ocorreu no sábado (27) e foi confirmada pelo Comando do Exército na segunda-feira (29).
O Exército informou que instaurou um procedimento interno para mapear as atividades de campo desenvolvidas na região e que presta suporte psicológico e financeiro aos familiares. Em nota, a corporação lamentou o óbito.
A confirmação laboratorial da febre maculosa foi comunicada ao município pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) em 26 de junho.
