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Idosa de 74 anos espera 4 dias por vaga, mas é liberada de Santa Casa lotada em São Carlos

Marilza da Penha Bento, de 74 anos, aguardou 4 dias com fortes dores na UPA da Santa Felícia até conseguir vaga de urgência na Santa Casa de São Carlos, mas foi liberada no mesmo dia. Família denuncia superlotação.

Por GrudanaWeb 02 de Julho de 2026, 20:16 📖 3 min de leitura
Idosa de 74 anos espera 4 dias por vaga, mas é liberada de Santa Casa lotada em São Carlos

Uma idosa de 74 anos passou quatro dias com fortes dores aguardando uma vaga de urgência na Santa Casa de São Carlos (SP), mas foi liberada horas depois de ser internada. O caso expõe a superlotação nas unidades de saúde da cidade.

Marilza da Penha Bento procurou a UPA da Santa Felícia no domingo (28) com dores intensas e foi diagnosticada com potássio alto e infecção renal. Após exames, teve o nome inserido na Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) na madrugada de terça-feira (30). A filha, Denise Aparecida Bento, relatou que a mãe ficou em leito na UPA, mas em condições precárias, com quartos lotados e falta de controle de entrada e saída de pessoas.

Vaga 0 e liberação do hospital

Na manhã desta quinta-feira (2), Marilza foi transferida para a Santa Casa por meio de uma chamada de "vaga 0" — recurso para pacientes com risco de morte ou sofrimento intenso, segundo o Conselho Federal de Medicina. No entanto, após avaliação médica, ela foi liberada e mandada para casa, ainda com dores e o pé roxo. "Minha mãe está em casa com dor", lamentou Denise. Uma consulta foi marcada para a manhã de sexta-feira (3) na Santa Casa.

Superlotação e espera nas UPAs

Na manhã desta quinta, cerca de 30 pacientes aguardavam vagas via Cross nas UPAs de São Carlos. A Santa Casa opera com ocupação máxima, atribuída ao aumento de doenças respiratórias e traumas graves nas últimas semanas. A prefeitura afirmou que os pacientes seguem assistidos nas UPAs enquanto aguardam as transferências e que os encaminhamentos só ocorrem após liberação de vaga. A Cross, órgão estadual responsável pela regulação, não explicou a demora.

Familiares e pacientes relataram noites em cadeiras e permanência prolongada em áreas de observação. A prefeitura disse que não pode proibir a entrada de pessoas nas unidades e que os sanitários são separados.

A polícia investiga o caso.

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