Geral

Ativista tibetano morre após atear fogo ao corpo perto da sede da ONU em Nova York

Homem identificado como Lobga Rangzen ateou fogo ao próprio corpo em protesto pela independência do Tibete perto da ONU. Ele não resistiu aos ferimentos.

Por GrudanaWeb 03 de Julho de 2026, 01:30 📖 3 min de leitura
Ativista tibetano morre após atear fogo ao corpo perto da sede da ONU em Nova York

Um homem morreu na tarde de quinta-feira (2) após atear fogo ao próprio corpo perto da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em um ato em favor da independência do Tibete. A identidade foi divulgada por organizações de tibetanos no exílio como Lobga Rangzen.

De acordo com a polícia de Nova York (NYPD), agentes atenderam a um chamado de emergência por volta das 18h30 (horário local) e encontraram o homem gravemente queimado. Ele foi levado ao Hospital Bellevue, onde teve a morte confirmada. A corporação não revelou o nome da vítima, mas disse que as investigações seguem em andamento.

Protesto por independência

O Voice of Tibet, veículo de comunicação de tibetanos exilados, informou que o ativista Lobga Rangzen realizou uma transmissão ao vivo antes do ato, na qual pedia a independência e a unidade do Tibete. Segundo o site de notícias local amNewYork, Rangzen trabalhava como motorista de Uber e foi até o local carregando uma bandeira do Tibete.

Lobsang Paljor, também motorista de Uber e conhecido da vítima em encontros da comunidade tibetana, disse ao amNewYork que Rangzen estava "enfurecido com as restrições impostas pelo governo chinês aos seus compatriotas".

Contexto

A China assumiu o controle do Tibete em 1950, classificando a ação como uma "libertação pacífica" do regime de servidão feudal. Organizações internacionais de direitos humanos e exilados, no entanto, condenam o que chamam de regime opressor de Pequim na região. O governo chinês rejeita as acusações.

Casos de autoimolação como forma de protesto já foram registrados anteriormente. Organizações apontam que mais de 150 tibetanos cometeram autoimolação desde 2009.

A polícia investiga o caso.

Publicidade
desco