Um homem identificado como Logba Rangzen, do Tibete, morreu após atear fogo ao próprio corpo em frente à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na noite de quinta-feira (2). O incidente ocorreu na esquina da First Avenue com a 42nd Street, por volta das 18h30 no horário local.
O que se sabe até agora
Grupos de ativistas e a imprensa de tibetanos identificaram Rangzen como um ativista que teria cometido autoimolação em um apelo pela independência da região. A polícia de Nova York confirmou a morte após o chamado, encontrando a vítima com queimaduras graves. Ele foi levado ao Hospital Bellevue, onde os médicos confirmaram o óbito.
Segundo a polícia local, as investigações continuam em andamento e a identidade oficial da vítima ainda não foi divulgada. A ONU se manifestou com pesar sobre a tragédia. Um porta-voz do secretário-geral da organização, António Guterres, afirmou em nota que a instituição está consternada com o ocorrido e enviou condolências à família.
Ativista fez transmissão ao vivo antes do ato
De acordo com o canal Voice of Tibet, Rangzen fez uma transmissão ao vivo antes do ato pedindo a independência e a unidade do Tibete. Ele trabalhava como motorista de aplicativo e foi ao local carregando uma bandeira do Tibete.
A Campanha Internacional pelo Tibete lamentou a morte. Em declaração, Tencho Gyatso afirmou que Rangzen era um incansável defensor do Tibete, dedicado a gerar consciência pacificamente sobre a crise de direitos humanos.
Um conhecido de Rangzen, Lobsang Paljor, também motorista de aplicativo, disse ao site amNewYork que o ativista estava enfurecido com as restrições impostas pela China aos tibetanos. Organizações de defesa de direitos humanos acusam Pequim de perseguir minorias como os uigures e os tibetanos.
Polícia investiga o caso
A polícia de Nova York continua investigando as circunstâncias do incidente. A ONU não comentou detalhes sobre a segurança no local nem sobre possíveis medidas adicionais após o ocorrido.
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