A Polícia Civil concluiu, nesta quarta-feira (1), o segundo inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida em 13 de junho em Limeira (SP). A investigação revelou que, meses antes da tragédia, uma criança de 9 anos sofreu um acidente com o mesmo grupo de rope jump.
Criança se feriu em março
De acordo com a Polícia Civil, o menino fez o salto com a equipe "Entre Cordas" em março de 2026, três meses antes do evento que matou Maria Eduarda. O pai da criança prestou depoimento à polícia e relatou que o filho teve a corda retirada do corpo ainda em movimento pendular, o que provocou impacto com o solo e lesões leves.
"Após o salto, observou que seu filho realizou movimentos pendulares, tendo sido liberado da corda de forma antecipada por um dos integrantes que se encontrava na base, antes da completa estabilização. Em decorrência disso, o menor veio a raspar o solo, sofrendo escoriações nos joelhos", detalhou a Polícia Civil no relatório final do inquérito.
O homem prestava serviços informais de apoio operacional para a empresa na Ponte do Esqueleto. Ele afirmou não ter presenciado irregularidades aparentes.
Investigação sobre a morte de Maria Eduarda
Maria Eduarda morreu após ser arremessada a cerca de 40 metros da Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no dia 13 de junho. Ela foi lançada sem o uso de cordas de segurança durante a prática do esporte radical.
O primeiro relatório, concluído em 22 de junho, investiga três instrutores por homicídio com dolo eventual. Eles estão presos preventivamente. A polícia também busca o paradeiro da câmera que Maria Eduarda segurava no salto. Os investigadores suspeitam que os presos sumiram com o aparelho.
A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso.
