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Terremoto duplo na Venezuela: governo confirma 1.719 mortos e mais de 6 milhões de afetados

Governo venezuelano divulga balanço oficial com 1.719 mortos após terremoto duplo. ONU estima 6 milhões de afetados e 50 mil desaparecidos no país.

Por GrudanaWeb 29 de Junho de 2026, 17:32 📖 3 min de leitura
Terremoto duplo na Venezuela: governo confirma 1.719 mortos e mais de 6 milhões de afetados
Wikimedia Commons - USGS

O governo da Venezuela divulgou nesta segunda-feira (29) um balanço oficial que eleva para 1.719 o número de mortos após o terremoto duplo que atingiu o país. O anúncio foi feito às 15h, horário local.

Segundo a administração venezuelana, o desastre deixou 5.034 feridos e 15.866 pessoas desalojadas. O monitoramento provisório aponta ainda que 22.619 cidadãos receberam atendimento médico hospitalar devido às lesões provocadas pelos abalos sísmicos.

ONU projeta dimensão da tragédia

Uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estima que o desastre afetou mais de 6 milhões de pessoas. A entidade internacional calcula que o total de desaparecidos possa chegar a 50 mil indivíduos.

As áreas mais devastadas concentram-se no litoral leste venezuelano, com destaque para o município de La Guaira. O perímetro impactado abrange a capital, Caracas, e o distrito de Maiquetía, cujo aeroporto internacional permanece fechado. Em contraste, o terminal de Valencia já foi reaberto.

Novos tremores e buscas por sobreviventes

Um novo abalo sísmico de magnitude 4,6 foi registrado às 7h no horário local. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o epicentro foi localizado em Caraballeda, balneário situado a 30 quilômetros da capital.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, minimizou os efeitos do evento mais recente. Segundo ele, nenhum dano foi relatado imediatamente em decorrência do tremor secundário na Venezuela.

A atividade geológica recente na região inclui um tremor registrado na sexta-feira (26) e outros dois abalos no domingo (28), com magnitudes de 4,2 e 4,5.

Equipes de resgate locais e internacionais atuam nos escombros para localizar sobreviventes após o encerramento do período crítico de 72 horas. Segundo estatísticas governamentais, 33 pessoas foram retiradas vivas das ruínas durante o domingo.

Os trabalhos manuais enfrentam dificuldades logísticas devido às altas temperaturas e ao odor de corpos em decomposição. Grupos de voluntários mantêm as buscas na zona litorânea, apesar do descontentamento civil com as ações governamentais.

De acordo com a agência de notícias AFP, Eduardo Cardozo, um trabalhador rural que viajou para ajudar como voluntário nos trabalhos de resgate em Tucacas, afirmou: "Todos dizem que não há mais ninguém, mas continuamos aqui. Vamos ver se ainda dá para tirar mais alguém".

A presidente interina, Delcy Rodríguez, determinou a manutenção das buscas e projetou ações habitacionais para a população afetada. O levantamento oficial aponta o desabamento total ou parcial de 770 edificações, incluindo estruturas residenciais e unidades de saúde.