A deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) se pronunciou, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (2), sobre a prisão do pai, o pastor e empresário Márcio Poncio. Ele foi detido pela Polícia Federal na quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga vazamento de informações sigilosas em favor do Comando Vermelho (CV).
“Como filha, esse é um dos momentos mais difíceis da minha vida. Tenho absoluta confiança na inocência do meu pai e acredito que ele terá a oportunidade de demonstrar a verdade dos fatos no curso do processo, com todas as garantias asseguradas pela Constituição”, afirmou Sarah no comunicado.
Nota da deputada e respeito às instituições
Sarah acrescentou que respeita o trabalho das instituições e o andamento da investigação. “Por essa razão, não farei comentários sobre o mérito do caso, que deverá ser tratado exclusivamente no âmbito da Justiça”, disse.
A quinta fase da operação apura um suposto esquema de pagamento de propinas pela direção do jogo do bicho no Rio de Janeiro a políticos, além de doações eleitorais e lavagem de dinheiro do crime organizado.
Outros alvos da operação
A PF cumpriu mandados de prisão preventiva também contra o contraventor Adilsinho, apontado como o “capo” da nova direção do jogo do bicho no Rio, e contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. Ambos já estão presos.
Foi cumprido ainda um mandado de busca e apreensão contra o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, e outros 14 investigados, em endereços no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Bacellar está preso no Complexo Penitenciário de Bangu desde março e será levado à Superintendência da PF no Rio para formalidades da prisão preventiva. Ele foi preso pela primeira vez em dezembro de 2025, mas a Alerj votou pela revogação — o placar foi de 42 votos a favor, inclusive o de Sarah Poncio, e 21 contra a liberação. Ele voltou a ser preso em março, após ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
A polícia investiga o caso.
