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1,4 milhão de baixas: estudo revela perdas russas na guerra da Ucrânia

Estudo do CSIS aponta que Rússia acumula 1,4 milhão de baixas na guerra da Ucrânia, com cerca de 450 mil mortos. Perdas superam conflitos desde 1945.

Por GrudanaWeb 02 de Julho de 2026, 12:45 📖 3 min de leitura
1,4 milhão de baixas: estudo revela perdas russas na guerra da Ucrânia

Um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), dos Estados Unidos, revelou que a Rússia acumulou cerca de 1,4 milhão de baixas desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. O número inclui militares mortos, feridos e desaparecidos. Desse total, entre 400 mil e 450 mil soldados teriam morrido em combate.

A pesquisa aponta que esse é o maior volume de perdas sofrido por uma grande potência em um conflito desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o levantamento, as mortes russas na Ucrânia superam em mais de nove vezes o total registrado pela União Soviética e pela própria Rússia em todas as guerras travadas desde 1945.

Desgaste das tropas e recrutamento insuficiente

O estudo indica que o desgaste das tropas passou a comprometer a capacidade de reposição de efetivos. Em 2026, a Rússia registra entre 30 mil e 34 mil baixas por mês, enquanto consegue recrutar cerca de 27 mil novos soldados no mesmo período.

Avanço lento e mudança no equilíbrio

Embora mantenha a iniciativa, a ofensiva russa avança em ritmo cada vez menor. Nas principais frentes de combate, as tropas progridem entre 50 e 90 metros por dia, uma velocidade comparável às ofensivas mais lentas da Primeira Guerra Mundial.

De acordo com os pesquisadores, a combinação de trincheiras, campos minados, obstáculos antitanque e o uso intenso de drones transformou extensas áreas da frente de batalha em zonas altamente letais, dificultando qualquer avanço rápido.

O levantamento também aponta uma mudança importante no equilíbrio do conflito. Entre abril e maio deste ano, a Rússia perdeu mais território do que conquistou, acumulando um saldo negativo de aproximadamente 400 quilômetros quadrados, a primeira perda territorial líquida desde agosto de 2024.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia ampliou sua campanha de ataques contra refinarias, depósitos de combustível, fábricas de armamentos, bases militares e centros logísticos em território russo. Segundo o estudo, os ataques já atingem cidades como Moscou e São Petersburgo e têm provocado impactos na infraestrutura militar e energética do país.

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