Um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), dos Estados Unidos, revelou que a Rússia acumulou cerca de 1,4 milhão de baixas desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. O número inclui militares mortos, feridos e desaparecidos. Desse total, entre 400 mil e 450 mil soldados teriam morrido em combate.
A pesquisa aponta que esse é o maior volume de perdas sofrido por uma grande potência em um conflito desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o levantamento, as mortes russas na Ucrânia superam em mais de nove vezes o total registrado pela União Soviética e pela própria Rússia em todas as guerras travadas desde 1945.
Desgaste das tropas e recrutamento insuficiente
O estudo indica que o desgaste das tropas passou a comprometer a capacidade de reposição de efetivos. Em 2026, a Rússia registra entre 30 mil e 34 mil baixas por mês, enquanto consegue recrutar cerca de 27 mil novos soldados no mesmo período.
Avanço lento e mudança no equilíbrio
Embora mantenha a iniciativa, a ofensiva russa avança em ritmo cada vez menor. Nas principais frentes de combate, as tropas progridem entre 50 e 90 metros por dia, uma velocidade comparável às ofensivas mais lentas da Primeira Guerra Mundial.
De acordo com os pesquisadores, a combinação de trincheiras, campos minados, obstáculos antitanque e o uso intenso de drones transformou extensas áreas da frente de batalha em zonas altamente letais, dificultando qualquer avanço rápido.
O levantamento também aponta uma mudança importante no equilíbrio do conflito. Entre abril e maio deste ano, a Rússia perdeu mais território do que conquistou, acumulando um saldo negativo de aproximadamente 400 quilômetros quadrados, a primeira perda territorial líquida desde agosto de 2024.
Ao mesmo tempo, a Ucrânia ampliou sua campanha de ataques contra refinarias, depósitos de combustível, fábricas de armamentos, bases militares e centros logísticos em território russo. Segundo o estudo, os ataques já atingem cidades como Moscou e São Petersburgo e têm provocado impactos na infraestrutura militar e energética do país.
