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Ataque russo deixa 21 mortos em Kiev: pior desde 2022

Pelo menos 21 pessoas morreram e 85 ficaram feridas em Kiev após o maior ataque russo com drones e mísseis desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.

Por GrudanaWeb 02 de Julho de 2026, 13:31 📖 3 min de leitura
Ataque russo deixa 21 mortos em Kiev: pior desde 2022

Pelo menos 21 pessoas morreram e 85 ficaram feridas nesta quinta-feira (2) em Kiev, capital da Ucrânia, após uma ofensiva de drones e mísseis da Rússia. As autoridades locais classificaram o ataque como o maior contra a cidade desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

Maior ofensiva em quatro anos de guerra

Segundo os serviços de emergência ucranianos, entre as vítimas estão duas crianças. As buscas por desaparecidos continuam entre os escombros. Jornalistas da agência AFP relataram explosões que duraram várias horas durante a noite. Em um dos bairros atingidos, equipes de resgate foram vistas retirando um corpo dos destroços.

De acordo com a força aérea ucraniana, a Rússia lançou 496 drones e 74 mísseis entre a noite de quarta-feira (1º) e a madrugada desta quinta. Moradores correram para abrigos, muitos carregando colchões. Cerca de 52 mil pessoas, incluindo 4,5 mil crianças, se refugiaram em estações de metrô — o maior número dos últimos anos, segundo o serviço metroviário de Kiev.

Reação de autoridades e comunidade internacional

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, prometeu responder ao ataque e pediu aos Estados Unidos autorização para fabricar mísseis de defesa Patriot. "A Rússia mira alvos civis apenas para obrigar a Ucrânia a renunciar ao seu Estado. Isso não vai acontecer", afirmou.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, declarou sexta-feira (3) como dia de luto na capital, "em memória das vítimas do ataque mais intenso do inimigo contra a capital".

O Ministério da Defesa russo confirmou um "ataque intenso" contra Kiev, afirmando ter mirado "empresas da indústria militar e instalações energéticas". O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a Rússia "continuará aumentando a pressão sobre o regime de Kiev para alcançar nossos objetivos estabelecidos".

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que proporá novas sanções contra "entidades que apoiam o complexo militar-industrial russo". A Alemanha classificou o ataque como prova de que "Putin não demonstra qualquer vontade de negociar", enquanto a França denunciou a "falta de vontade de negociar com boa-fé" de Moscou.

Moradores descrevem "verdadeiro pesadelo"

Em entrevista à AFP, Karina Taran, de 25 anos, contou que nunca havia ido a um abrigo antes, mas correu com o filho quando os mísseis começaram a cair. "Muitas pessoas próximas a mim não respondem. Agora estamos tentando entrar em contato com todo mundo", disse.

Sabina Mambetova, de 32 anos, que havia fugido da cidade de Kramatorsk para Kiev, encontrou seu prédio parcialmente destruído. "Já houve muitos ataques antes, mas nunca assim", descreveu a situação como "um verdadeiro pesadelo".

Em 2 de junho, um ataque russo em grande escala com 656 drones e 73 mísseis havia deixado 23 mortos, 16 deles em Dnipro e sete em Kiev. A guerra na Ucrânia completa mais de quatro anos, com alertas aéreos constantes e ataques quase diários.

A polícia investiga o caso.

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