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Preso suspeito de golpe de R$ 500 milhões em pirâmide financeira

Empresário Lucas Nery é preso em Goiânia suspeito de aplicar golpe que causou prejuízo de R$ 500 milhões a cerca de mil pessoas em Porto Ferreira (SP).

Por GrudanaWeb 30 de Junho de 2026, 15:01 📖 3 min de leitura
Preso suspeito de golpe de R$ 500 milhões em pirâmide financeira

O empresário e investidor Lucas Nery, foragido desde abril, foi preso nessa segunda-feira (29/6) em Goiânia (GO). Ele é suspeito de aplicar um golpe que causou um prejuízo de R$ 500 milhões a cerca de mil pessoas em Porto Ferreira (SP).

Esquema de pirâmide financeira

Segundo a investigação, o golpe funcionava como uma pirâmide financeira. Lucas é acusado de atrair investidores com a promessa de lucros vantajosos, oferecendo a compra antecipada de créditos trabalhistas e valores a receber da Justiça por um custo menor. Há suspeita, porém, de que o dinheiro investido pelas vítimas era enviado para contas no exterior e convertido em criptomoedas.

Festa luxuosa e bloqueio de bens

O empresário ficou foragido no início deste ano após fazer uma festa luxuosa no interior paulista. A Justiça autorizou o bloqueio de bens, imóveis, contas bancárias e veículos do acusado. A Polícia Civil também já havia prendido o pai de Lucas, o advogado Jorge Nery, suspeito de ajudar a dar credibilidade ao esquema criminoso usando sindicatos falsos.

Defesa alega presunção de inocência

O advogado Antonio Lu Filho, responsável pela defesa de Lucas Nery, afirmou que tomou conhecimento do cumprimento do mandado de prisão preventiva de seu cliente nesta terça-feira (30/6). A defesa esclareceu que Lucas ainda não foi condenado e que a Constituição Federal assegura a presunção de inocência a todo cidadão até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

“O processo seguirá seu curso. A defesa dispõe de documentos, de argumentos e da versão integral de Lucas Nery, que será apresentada no momento e no lugar adequados e oportuno: perante o juiz, com as garantias do contraditório e da ampla defesa. O caso não se encerra com esta prisão. Encerra-se quando uma sentença, fundada em provas e não em manchetes, for proferida com trânsito em julgado. E ainda estamos muito longe disso”, escreveu o advogado.

Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a audiência de custódia do suspeito e o registro da captura ficou a cargo da Polícia Civil de Goiás. A pasta de Goiás, no entanto, afirmou que não prestará informações, visto que não foi uma operação comandada pela PCGO.

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