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Preso por atear fogo na mulher após ela pintar as unhas de vermelho

Homem de 27 anos foi preso em flagrante no Paraná após atear fogo na companheira de 28 anos por causa da cor das unhas. Vítima teve queimaduras e já havia registro de violência doméstica.

Por GrudanaWeb 01 de Julho de 2026, 23:00 📖 3 min de leitura
Preso por atear fogo na mulher após ela pintar as unhas de vermelho

Um homem de 27 anos foi preso em flagrante suspeito de atear fogo na própria companheira, de 28 anos, na terça-feira (30), em Bandeirantes, no norte do Paraná. A motivação teria sido a irritação do suspeito ao ver que a vítima havia pintado as unhas de vermelho.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a mulher teve queimaduras nos seios, no pescoço e nos dedos. O caso foi registrado como lesão corporal contra mulher, violência doméstica, sequestro e cárcere privado.

O ataque

Segundo o boletim de ocorrência, o homem chegou em casa por volta das 9h e não gostou de ver as unhas pintadas de vermelho. Ele agrediu a vítima, pegou acetona, jogou no corpo dela e ateou fogo. Em seguida, trancou a mulher dentro da residência e passou a ameaçá-la, dizendo que também colocaria fogo no cabelo dela.

A vítima conseguiu fugir por volta das 11h e pediu ajuda. Ao perceber que ela havia escapado, o suspeito fugiu.

Prisão e depoimento

A Polícia Militar (PM) localizou o suspeito na garupa de um moto-táxi em Cornélio Procópio, a cerca de 37 km de Bandeirantes. Ele teria dito que estava indo para a casa da irmã.

Em depoimento, o homem negou as acusações. Ele alegou que queria se separar, mas a mulher não aceitava o término e teria ateado fogo em si mesma para incriminá-lo. "Eu não fiz isso com ela. Na verdade, eu socorri ela ainda", afirmou.

A vítima passou por atendimento médico e, segundo as autoridades, segue bem. Ela pediu medida protetiva e já havia registrado um boletim de ocorrência anterior contra o suspeito por violência doméstica.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu a prisão preventiva do suspeito, destacando que a vítima relatou ameaças de morte. O homem não tem advogado constituído no processo.

A polícia investiga o caso.

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