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Suspeita de matar casal de idosos em BH acumulava dívida de R$ 40 mil com apostas

Paola Stefany Neto Cirino, foragida, teria dívida com agiota por jogos online. Família pagou R$ 40 mil, mas ela não regularizou tratamento psiquiátrico, diz polícia.

Por GrudanaWeb 02 de Julho de 2026, 00:30 📖 3 min de leitura
Suspeita de matar casal de idosos em BH acumulava dívida de R$ 40 mil com apostas

A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou, nesta quinta-feira (2), que a principal suspeita de matar um casal de idosos em Belo Horizonte acumulava dívidas com apostas online. Segundo a investigação, a família de Paola Stefany Neto Cirino chegou a pagar R$ 40 mil a um agiota antes do crime.

O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos a facadas no apartamento onde moravam, na região Centro-Sul da capital mineira. O crime ocorreu na segunda-feira (29), primeiro dia de trabalho da diarista no local.

Dívidas e tratamento psiquiátrico

De acordo com o delegado Gustavo Barletta, os familiares da suspeita informaram que arrecadaram cerca de R$ 40 mil para tentar quitar uma dívida dela com um agiota. “A própria família fala que teria levantado entre os familiares R$ 40 mil para ajudá-la a pagar uma dívida”, afirmou o delegado.

O delegado Felipe Freitas acrescentou que a polícia ainda não esclareceu como a dívida foi contraída, mas confirmou que o dinheiro teria sido usado para pagar um agiota. “A gente não sabe a que pretexto foi essa dívida. A família informa que ela teria levantado a quantia de R$ 40 mil para pagar um agiota. Agora, qual o contexto dessa dívida? A gente ainda não tem essa informação”, disse.

A tia de Paola, Nilza Maria Neto, afirmou que a sobrinha enfrentava problemas com apostas online, incluindo o chamado “jogo do Tigrinho”. Segundo ela, a família descobriu a situação após perceber mudanças no comportamento de Paola e a levou para atendimento em um hospital psiquiátrico de Belo Horizonte, onde iniciou tratamento medicamentoso. No entanto, a familiar afirmou que o tratamento não foi mantido de forma regular.

“Descobrimos tudo que estava acontecendo. Levei ela ao plantão de um hospital psiquiátrico, onde foi medicada. Foi aí que ela começou a tomar remédio”, contou Nilza.

O crime

A Polícia Civil concluiu que o casal foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) e representou pela prisão de Paola, que continua foragida. Segundo a investigação, aquela foi a primeira vez que a diarista entrou no apartamento das vítimas. Ela havia sido indicada por um parente das vítimas.

O advogado recebeu 17 facadas e a empresária, 7 golpes. Ambos apresentavam sinais de defesa. Após o crime, a suspeita tomou banho, trocou de roupa e fugiu levando joias, relógios e celulares das vítimas.

A polícia investiga o caso.

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