O agente da Polícia Civil do Paraná João Ezequiel Baptista Pereira, de 52 anos, foi morto na noite de domingo (28/6) em Santa Tereza do Oeste, região de Cascavel, no oeste do estado. O policial foi baleado após uma discussão motivada pela forma como bateu no portão de uma residência.
Segundo a investigação, João Ezequiel havia ido buscar a esposa em uma confraternização na casa do advogado Jean Oliver José Garcia, de 45 anos. Os dois eram amigos. O interfone do imóvel estava quebrado e havia um aviso orientando os visitantes a baterem no portão para chamar os moradores.
Briga começou por batidas no portão
De acordo com o delegado Fabiano Moza, o proprietário do imóvel não gostou da forma como o policial bateu no portão. "O proprietário do imóvel alegou que a discussão começou porque o interfone estava quebrado e estava escrito para bater no portão. Mas ele não gostou da forma que a vítima bateu, e citou que o policial chutou o portão", afirmou o delegado.
As investigações apontam que Jean saiu da residência e efetuou três disparos contra o policial. Um dos tiros atingiu a cabeça da vítima, que não teve tempo de reagir. Segundo o delegado, em tese, João Ezequiel não efetuou nenhum disparo.
Advogado foi preso em flagrante por homicídio
A polícia informou que a quantidade de disparos e as circunstâncias do caso não são compatíveis com a alegação de legítima defesa apresentada pelo suspeito. "Foi lavrado o flagrante de delito por homicídio do proprietário do imóvel, tendo em vista que, pela quantidade de disparos efetuados contra a vítima, não condiz com legítima defesa", disse Moza.
Jean Oliver José Garcia foi preso em flagrante e indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. A dinâmica exata do crime ainda será confirmada pela perícia e pela análise das câmeras de segurança da residência.
João Ezequiel Baptista Pereira ingressou na Polícia Civil do Paraná em 2010 e era lotado na Delegacia de Polícia de Santa Tereza do Oeste. Em nota publicada nas redes sociais, a Polícia Civil lamentou a morte do agente e destacou sua atuação com dedicação, profissionalismo e compromisso com a segurança pública. "A PCPR expressa suas condolências e todo o apoio aos familiares e amigos neste momento de dor", afirmou a corporação.
A polícia segue investigando o caso.
