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Terremotos na Venezuela: sobreviventes relatam momentos de terror

Sobreviventes dos terremotos na Venezuela descrevem o trauma de ver prédios desabarem. Famílias improviseiam resgates enquanto criticam falta de estrutura oficial.

Por GrudanaWeb 30 de Junho de 2026, 00:16 📖 3 min de leitura
Terremotos na Venezuela: sobreviventes relatam momentos de terror

Sequência de terremotos deixa centenas de mortos

Uma sequência de terremotos devastou a Venezuela e deixou centenas de mortos. Em meio à destruição, famílias improvisam resgates enquanto criticam a falta de estrutura das equipes oficiais de resgate.

Na cidade de Laguaira, uma das mais atingidas, o pescador Osvaldo conseguiu escapar com a neta, mas perdeu o sobrinho que morava no primeiro andar de um prédio destruído. "Desci as escadas correndo com a minha neta. Tenho um sobrinho que mora no primeiro andar e não foi encontrado. Muita gente morreu. Saíram seis ou sete pessoas vivas. É um pesadelo", relata.

Presa nos escombros por horas

A venezuelana Carmen, conhecida como Tielita, sobreviveu ao desabamento do edifício onde estava hospedada. Ela conta que o primeiro tremor foi intenso, mas o segundo foi ainda mais forte.

"Eu abracei o batente da porta da cozinha. Começou um movimento forte e logo depois outro mais forte ainda. Percebi que o prédio estava desmoronando", relembra a sobrevivente.

Depois do colapso, Tielita ficou presa de bruços entre os escombros por cerca de cinco horas, com ferimentos nos braços e nas pernas. "Quando tudo parou de tremer, ficou escuro e havia muito pó. Eu disse para mim mesma: 'Estou viva'", conta.

Segundo a sobrevivente, nas primeiras horas após o desastre não havia equipes oficiais de resgate no local. "Seis horas depois do terremoto, ainda não tinha aparecido nenhum bombeiro, nenhum policial. Só pessoas procurando por conta própria os seus parentes", denuncia.

Famílias improvisam resgate

O primo de Tielita, Jesus Alberto (conhecido como Beto), percorreu atalhos de motocicleta até o local do desabamento quando ouviu falar sobre o desaparecimento da prima.

Ao chegar, encontrou uma montanha de concreto onde o prédio havia desmoronado. Com ferramentas emprestadas de uma loja parcialmente destruída e a ajuda de voluntários, Beto conseguiu localizar Tielita.

Os moradores improvisaram uma mangueira de jardim como corda para retirar a sobrevivente dos escombros. Após o resgate, Beto parou uma ambulância que a levou para um hospital em Caracas.

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