A Polícia Civil de Votuporanga, no interior de São Paulo, concluiu que a morte de Nicolas Souza Prado, de 6 anos, não foi um acidente em um pula-pula, mas sim consequência de espancamento. O caso, inicialmente tratado como queda em brinquedo, foi reclassificado como homicídio qualificado e maus-tratos após laudo pericial.
Laudo aponta lesões incompatíveis com queda
De acordo com o relatório final do inquérito, obtido nesta quinta-feira (2), o menino tinha quatro costelas fraturadas e traumatismo torácico — ferimentos considerados graves demais para terem sido causados por um brinquedo. O exame necroscópico também identificou dezenas de hematomas e cicatrizes antigas pelo corpo, indicando agressões contínuas ao longo do tempo.
Nicolas morava com a mãe e o padrasto, que são os principais suspeitos. Ambos responderão ao processo em liberdade. A investigação durou dois anos e oito meses e incluiu depoimentos de testemunhas, vizinhos e análise do ambiente doméstico.
Menino passou cinco dias internado antes de morrer
Nicolas deu entrada em um hospital da cidade sob a alegação de ter caído de um pula-pula durante a festa de aniversário. No entanto, os médicos constataram lesões recentes nas costelas, traumatismo no tórax e no braço esquerdo, além de sinais de tortura. O menino permaneceu internado por cinco dias e sofreu uma parada cardiorrespiratória.
O caso foi tipificado como homicídio qualificado e maus-tratos. O relatório foi enviado ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que decidirá se oferece denúncia formal e leva o casal a julgamento perante o Tribunal do Júri.
Familiares e amigos ainda aguardam o desfecho judicial.
