O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou nesta quarta-feira (1º) que ainda há problemas a serem resolvidos antes da ratificação do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, mas demonstrou confiança de que eles serão superados. A declaração foi feita em coletiva de imprensa em Buenos Aires, ao lado do chanceler argentino, Pablo Quirno.
Segundo Wadephul, embora os passos decisivos já tenham sido dados, a implementação do tratado ainda exigirá tempo. "A implementação (do acordo) ainda vai demorar um pouco. Certamente haverá alguns problemas, mas problemas que podem ser resolvidos", disse. Ele não detalhou quais seriam esses obstáculos.
Contexto do acordo
O Mercosul — formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — assinou em janeiro deste ano o acordo comercial com a UE após 25 anos de negociações. O texto entrou em vigor de forma provisória em abril. O tratado estabelece uma zona de livre comércio com redução e eliminação progressiva de tarifas aduaneiras, beneficiando produtos que ficarão isentos de impostos e outros que seguirão cronograma de redução gradual.
O comércio entre os dois blocos, que abrange um mercado de 700 milhões de pessoas, movimentou 111 bilhões de euros em 2024.
Memorando sobre minerais
Durante o encontro, Wadephul e Quirno também anunciaram um memorando de entendimento sobre minerais críticos, com foco na ampliação da cadeia de suprimentos para atender à crescente demanda por lítio e cobre, essenciais para a transição energética.
O ministro alemão participou da cúpula do Mercosul no Paraguai, um dia antes da coletiva, como parte de uma viagem de vários dias pela América do Sul.
