A professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, foi encontrada morta nesta segunda-feira (29) em uma represa na zona rural de Castanheira (MT). A servidora, que dedicou 33 anos à educação pública, era reconhecida pelo desempenho na alfabetização de alunos e estava prestes a se aposentar. O caso é investigado como feminicídio pela Polícia Civil.
O principal suspeito é o namorado da vítima, Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, que fugiu após ser abordado por policiais. Segundo a polícia, objetos com indícios de sangue foram apreendidos na casa dele.
Prêmio de alfabetização e carreira
Adélia Cristina recebeu, em 2023, o prêmio Alfabetiza MT, concedido pelo desempenho alcançado com uma turma do 2º ano. O reconhecimento destacou os resultados na alfabetização dos alunos e o trabalho em sala de aula.
Ela atuava na Escola Municipal José de Alencar, no Vale do Seringal, onde lecionava para uma turma multisseriada de 3º e 4º anos. A Secretaria Municipal de Educação informou que Adélia iniciou a carreira ainda muito jovem e se tornou referência na comunidade escolar pela dedicação à educação.
Relembre o caso
De acordo com a polícia, Adélia apresentava lesões pelo corpo. Após os primeiros levantamentos, o suspeito foi identificado e passou a ser procurado. Joel Laureano chegou a ser localizado por policiais da Delegacia de Juína, mas reagiu à abordagem e fugiu para uma área de mata.
Na residência do suspeito, foram apreendidas roupas, botinas e um pedaço de corda com indícios de sangue. O material foi encaminhado para perícia.
A polícia investiga o caso.
