O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o coronel do Corpo de Bombeiros Lauro César Botto Maia por assédio sexual. A denúncia foi recebida pela Justiça Militar na quarta-feira (1º) e o militar nega as acusações.
Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp-MPRJ), os fatos ocorreram entre o fim de 2024 e julho de 2025. Nesse período, o oficial teria enviado, por meio de rede social, mensagens com conteúdo considerado inadequado a uma subordinada, com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual.
O MPRJ afirma ter reunido mensagens, reações a publicações da vítima e referências à posição de comando ocupada pelo coronel como elementos que embasam a acusação.
Detalhes da denúncia
De acordo com o documento, ao longo dos meses, o comportamento do denunciado teria se tornado cada vez mais insistente. O Gaesp cita que algumas mensagens passaram a ser feitas diretamente, tratando da vida pessoal da vítima, de forma insistente, inconveniente e constrangedora, sempre com sentidos ambíguos.
Em pelo menos uma oportunidade, segundo o MPRJ, o coronel aludiu diretamente à sua condição de superior hierárquico.
A apuração foi aberta após relatos apresentados por oficiais e praças que denunciaram a conduta do militar. Os episódios teriam ocorrido entre setembro de 2024 e outubro de 2025, período em que o coronel, de 46 anos, ocupava o cargo de subsecretário de Defesa Civil. O militar é casado e tem filhos.
Medidas cautelares
A pedido do MPRJ, a Justiça Militar determinou medidas cautelares contra o coronel, incluindo a suspensão do porte de arma de fogo, a proibição de contato com a vítima e as testemunhas, a proibição de ingressar no quartel do comando-geral do Corpo de Bombeiros e a proibição de fazer referências públicas às pessoas envolvidas no caso.
O coronel nega as acusações e chegou a ficar preso por dois dias na semana passada, mas obteve um habeas corpus que revogou a prisão. Ele foi exonerado do cargo de subsecretário de Defesa Civil em outubro de 2025.
A Justiça Militar investiga o caso.
