Um advogado e uma empresária foram encontrados mortos a facadas no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, região centro-sul de Belo Horizonte. O crime aconteceu na tarde de terça-feira, 30 de junho, e a principal suspeita é uma diarista que trabalhava pela primeira vez no local.
As vítimas foram identificadas como Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Os corpos foram enterrados na quarta-feira, 1º de julho, na capital mineira.
Como foi o crime
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita, Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, chegou ao imóvel por volta das 7h30 e foi autorizada a entrar. Ela havia sido indicada por um amigo da família. O crime teria ocorrido entre 12h30 e 15h.
O delegado Felipe Freitas, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), afirmou que a cena foi 'grotesca'. A empresária tinha sete facadas e o advogado, 17. 'Foi de uma extrema barbárie e violência', disse o delegado.
O corpo do idoso estava no quarto e o da idosa, na sala. A faca usada no crime não foi encontrada pela polícia.
Fuga e investigação
A suspeita fugiu com o filho de 6 anos e está sendo procurada. A polícia informou que ela não tinha antecedentes criminais. Antes de sair, ela tomou banho, trocou de roupa e saiu com várias sacolas. Em uma rua paralela, descartou uma blusa com marcas de sangue e parte de uma caixa de relógio em uma caçamba.
A investigação aponta que o crime pode ter sido um latrocínio (roubo seguido de morte). A suspeita teria levado relógios, joias e outros objetos de valor. Os celulares das vítimas foram recuperados pela polícia.
O delegado Gustavo Barletta, responsável pelo caso, afirmou que a suspeita foi até o centro de Belo Horizonte para vender os objetos roubados, depois foi para Ribeirão das Neves, conversou com familiares e, no dia seguinte, fugiu com o filho. 'Apesar de indícios, não temos a localização exata', disse.
Segundo a polícia, a suspeita estaria com dívidas e era emocionalmente instável. A família dela contou que recentemente levantou R$ 40 mil para pagar um agiota. Antes de fugir, ela teria dito que 'fez uma grande besteira'.
A polícia descartou a participação do amigo que indicou a diarista ao casal. O homem, que está abalado, trabalhava com ela há cerca de um ano. A polícia investiga se ela teve ajuda de outra pessoa no crime.
