O comentarista Arnaldo Ribeiro detonou o técnico Carlo Ancelotti após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo para a Noruega. Durante o programa Fim de Papo, do Canal UOL, ele afirmou que o italiano “morreu abraçado com o Neymar” ao atender um “clamor popular” e mexer no time em um jogo decisivo.
“O Brasil não tem um 10 como o Modric, De Bruyne, Odegaard, não tem um 9 como o Haaland, como o Lukaku, mas tinha a esperança de possuir um técnico acima dos outros. E o Ancelotti foi muito mal num jogo decisivo. Ao escolher uma estratégia de deixar a Noruega como protagonista e, na troca final, quando ele tira os pontas e coloca o Endrick, Neymar, atendendo um clamor popular, ele destruiu o time. Não foi o Neymar que morreu abraçado com o Ancelotti, foi o Ancelotti que morreu abraçado com o Neymar”, disse Arnaldo.
Juca Kfouri aponta erros na defesa e no ataque
No mesmo programa, Juca Kfouri apontou falhas individuais e coletivas que pesaram no placar. Segundo ele, o Brasil perdeu um pênalti, desperdiçou um gol claro com Endrick e expôs o lado direito da defesa ao tirar Rayan, que ajudava o lateral Danilo.
“Perde um pênalti. Perde um gol como o Endrick perdeu. Tira o Rayan, que era o cara que ajudava o Danilo do lado direito da nossa defesa. Os dois gols da Noruega saem do lado direito da nossa defesa. E não temos o Haaland”, analisou Juca.
Arnaldo também comentou o clima de constrangimento na torcida na cobrança de pênalti convertida, com críticas à atitude de Neymar no lance. “Ela escreveu uma coisa pra mim: é o único gol da história da seleção brasileira em copas não comemorado. A torcida brasileira foi pro bar, ninguém comemorou gol de pênalti. Teve vergonha no gol de pênalti, até pela atitude do Neymar, que poderia ter sido expulso no lance anterior”, afirmou.
PVC e Trajano avaliam crise de 24 anos
O comentarista PVC avaliou que a eliminação foi consequência do que a seleção apresentou nos últimos anos. “A seleção fez um jogo ruim, abaixo da Noruega, mereceu perder. E tem que trabalhar, refletir, debater, discutir, resolver essa crise de 24 anos para daqui a quatro. A lógica era o melhor trabalho classificar para as quartas de final. Classificou a Noruega”, disse.
José Trajano, por sua vez, evitou personalizar a responsabilidade e destacou o problema coletivo. “Foi a seleção brasileira como um todo, o técnico, a comissão técnica, os jogadores em campo. Faltou fibra, faltou alma, faltou entusiasmo, faltou chutar para o gol. Essa cobrança de pênalti do Neymar, provocando o goleiro, mostra bem o tipo de atitude de um ex-jogador em atividade”, criticou.
