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Fortaleza completa 7 meses sem patrocinador máster; diretoria busca soluções

Fortaleza enfrenta dificuldades para fechar patrocínio máster desde a saída da Cassino Bet. Gerente comercial explica os motivos e a busca por novos acordos em 2026.

Por GrudanaWeb 05 de Julho de 2026, 04:30 📖 3 min de leitura
Fortaleza completa 7 meses sem patrocinador máster; diretoria busca soluções

O Fortaleza completou sete meses sem um patrocinador máster em sua camisa. A última empresa a estampar o uniforme do clube de forma fixa foi a Cassino Bet, no dia 7 de dezembro de 2025, na última rodada da Série A contra o Botafogo. A diretoria tricolor enfrenta desafios para fechar um novo acordo, principalmente no contexto da Série B.

Dificuldades na busca por parceiros

O gerente comercial do Fortaleza EC SAF, Victor Simpson, explicou ao ge que o problema não é exclusivo do clube, mas atinge várias equipes da Segundona. Segundo ele, o mercado de patrocínios esportivos foi inflacionado pelo segmento de apostas, e a regulamentação do setor tem gerado incertezas.

"Entendemos que esse cenário pode ser explicado por alguns fatores. O primeiro deles é que as empresas ainda acompanham os desdobramentos da regulamentação do setor e os possíveis impactos futuros sobre o ambiente regulatório e tributário. O segundo é o próprio contexto da Copa do Mundo, que concentra grande parte dos investimentos dessas empresas em ações globais e campanhas voltadas ao evento", afirmou Simpson.

A expectativa é de que, com a Copa do Mundo, os recursos destinados a patrocínios de clubes e competições nacionais sejam reduzidos temporariamente.

Clube negocia com diferentes segmentos

Apesar das dificuldades, o Fortaleza mantém conversas com empresas de vários setores, incluindo casas de apostas. Simpson destacou o valor da marca do clube: "O Fortaleza é uma marca consolidada no futebol brasileiro e uma das principais plataformas de comunicação esportiva do Nordeste, reunindo relevância regional, alcance nacional e uma torcida altamente engajada. Temos plena consciência do valor que o clube pode entregar aos seus parceiros".

A diretoria não estipula um prazo, mas acredita no fechamento de um novo contrato ainda em 2026, sem descartar acordos para os próximos anos.

Impacto financeiro e alternativas

O clube não revela números, mas reconhece que a ausência de patrocínio máster reduz receitas importantes. Segundo Simpson, propostas já foram recebidas, mas o Fortaleza busca um contrato condizente com sua realidade atual.

Em entrevista à rádio Verdinha, o CEO de futebol do Fortaleza, Pedro Martins, afirmou que a dívida do clube está em torno de R$ 300 milhões. Para lidar com os problemas financeiros, a diretoria estuda alternativas como a venda do mando de campo do jogo contra o Palmeiras, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. A partida de volta, marcada para 5 de agosto na Arena Castelão, poderia ser transferida para a Arena Pantanal, em Cuiabá, por R$ 2 milhões.

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