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Viúva relembra união de 17 anos com piloto que morreu em queda de avião em MS

Anelize Andrade relembra os 17 anos de união com o piloto Henrique Martim, que morreu na queda de um avião em Campo Grande. Casal realizou o sonho dele de voar.

Por GrudanaWeb 04 de Julho de 2026, 11:15 📖 3 min de leitura
Viúva relembra união de 17 anos com piloto que morreu em queda de avião em MS

Anelize Andrade, viúva do piloto Henrique Martim, relembrou nesta sexta-feira (4) os 17 anos de união com o marido, que morreu na queda de um avião bimotor em Campo Grande (MS). Em entrevista à TV Morena, ela contou que o casal realizou junto o sonho dele de se tornar aviador.

Reencontro após 10 anos

Anelize conheceu Henrique em uma festa junina quando tinha 15 anos, no bairro Coophavila II. Ela brincou que se casaria com ele. Dez anos depois, o reencontro aconteceu: Henrique voltou do Rio de Janeiro, mandou uma mensagem pelo Orkut e, dois dias depois, foi morar com ela.

"A gente se encontrou e, dois dias depois, ele já foi morar comigo. A partir dali construímos nossa casa, nossa família e nossa vida juntos", contou Anelize.

Empresa e sonho realizado

O casal abriu uma empresa de consultoria empresarial e telecomunicações. A estabilidade financeira permitiu que Henrique investisse no curso de piloto. "Quando abrimos a empresa, conseguimos criar condições para que ele começasse o curso. Era um sonho que nós realizamos juntos", disse a viúva.

Henrique atuava como piloto há cerca de oito anos. Anelize lembra que cada viagem de trabalho representava um passo importante nos projetos da família. "Quando ele viajava, a gente sentia saudade, mas também ficava feliz porque ele estava batalhando por nós."

Planos para o futuro

O casal tinha planos para os próximos anos: primeira viagem internacional, férias na praia, novos investimentos e ampliação da empresa. Henrique também era pai presente e dedicado à filha de seis anos, que ainda tenta compreender a perda.

O velório de Henrique ocorre neste sábado (4). A polícia investiga o acidente, e o consulado prepara a notificação dos familiares da bióloga alemã Lydia Möcklinghoff, que também morreu na queda.

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