O vereador Senival Pereira de Moura (PT), de 61 anos, preso sob acusação de lavar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital), passou mal no último sábado (27) enquanto estava detido no 8º DP (Belenzinho) e foi levado para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A informação foi divulgada pela defesa do político.
Atendimento de urgência
Segundo os advogados de Senival, ele apresentou dor de cabeça e tosse intensa, sendo encaminhado à UPA Mooca III (Dom Paulo Evaristo Arns) para atendimento de urgência. A defesa já pediu à Justiça a revogação da prisão temporária, alegando graves problemas de saúde, incluindo crises convulsivas e necessidade de acompanhamento neurológico contínuo com medicamentos.
Histórico de saúde
Os defensores afirmam que o vereador é portador de angioma cavernoso cerebral e passou por uma cirurgia neurocirúrgica em janeiro de 2024 no Hospital Israelita Albert Einstein. Em setembro de 2024, ele voltou a ter crises convulsivas e ficou internado na UTI do Hospital São Luiz, unidade Anália Franco.
No pedido à Justiça, os advogados solicitaram que, caso a prisão não seja revogada, Senival seja transferido para ambiente hospitalar adequado para preservar sua vida e integridade física.
Operação Última Parada
Senival foi detido no dia 25 de junho durante a Operação Última Parada, que investiga a infiltração do PCC no transporte público de São Paulo. Também foram presas outras duas pessoas. O presidente da Transunião, Lourival de França Monário, está foragido e, segundo o MP-SP, teria viajado para a Itália. A defesa dele nega qualquer ligação com Marcola, chefe do PCC.
Investigações do MP-SP indicam que Senival presidia a Comissão de Trânsito e Transporte da Câmara Municipal, responsável por fiscalizar o setor, enquanto supostamente fazia parte de um núcleo criminoso. A defesa do vereador nega todas as acusações.
A polícia investiga o caso.
