Cenas de desespero na Venezuela após tremores devastadores
Dois terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2 deixaram a Venezuela em estado de calamidade na semana passada. A cena mais dura do desastre foi registrada em La Guaira, estado mais afetado pelos tremores, onde corpos foram enfileirados nas ruas aguardando identificação.
Um vídeo que circula mostra os cadáveres embalados em sacos, com equipes de resgate em volta paramentadas com coletes e máscaras. A instalação governamental virou um centro de identificação de vítimas enquanto o trabalho de busca continua nos escombros.
Números alarmantes de morte e desaparecidos
O balanço mais recente do governo de Delcy Rodríguez aponta mais de 1.400 mortos e mais de 3 mil feridos. Mas o número que mais assusta vem da ONU: estima-se que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas nos escombros.
Em La Guaira sozinha, mais de 100 prédios desabaram completamente. No total, segundo o governo venezuelano, mais de 700 construções colapsaram no país, sendo quase 200 destruídas totalmente.
Resgate contra o tempo nos escombros
As equipes de resgate trabalham pelo quinto dia consecutivo vasculhando os escombros em busca de sobreviventes. O tempo corre contra eles: as primeiras 48 a 72 horas são cruciais para encontrar pessoas com vida, mas ainda existem chances de resgates após essa janela, mesmo que pequenas.
Os tremores ocorreram com menos de um minuto de intervalo e apenas 5 quilômetros de diferença entre os epicentros. A baixa profundidade dos abalos multiplicou o efeito destruidor na região costeira. O aeroporto internacional de Caracas também foi fechado.
Equipes internacionais e venezuelanas trabalham contra o relógio para tirar mais pessoas dos escombros. Segundo relatos, jovens foram resgatados após passar mais de 100 horas soterrados.