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Terremoto na Venezuela: quase todos os governantes de La Guaira morreram, diz presidente

Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, afirmou que quase todos os diretores do governo de La Guaira morreram no terremoto. Buscas por sobreviventes continuam.

Por GrudanaWeb 03 de Julho de 2026, 11:45 📖 3 min de leitura
Terremoto na Venezuela: quase todos os governantes de La Guaira morreram, diz presidente

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou em coletiva de imprensa realizada na noite desta quinta-feira (4) que quase todos os chefes de governo do estado de La Guaira morreram em decorrência do terremoto que atingiu o país no fim de junho.

Segundo ela, funcionários de segurança, militares e servidores municipais também faleceram. "...nós também perdemos funcionários e o trágico é que no estado de La Guaira quase todos os diretores da governadoria faleceram, funcionários de segurança de La Guaira faleceram, funcionários da prefeitura faleceram e os que ficaram vivos estavam ali ajudando no resgate, funcionários militares faleceram...", disse Delcy durante a coletiva.

Luto nacional e buscas por sobreviventes

"Declaramos um período de luto nacional, mas ainda não concluímos a fase de busca e resgate", concluiu a presidente interina. Até agora, o governo venezuelano confirmou 2.595 mortes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 26 mil pessoas foram afetadas pelos terremotos, e 12.841 tiveram que deixar suas casas.

Os tremores, ocorridos na noite de 24 de junho, foram os mais fortes registrados no país em mais de um século, provocando o desabamento de prédios e destruição em Caracas e cidades vizinhas.

Ajuda internacional e reconstrução

Na quinta-feira, Delcy também anunciou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial ofereceram ajuda financeira e linhas de crédito para a reconstrução. Segundo ela, será criado um fundo de US$ 200 milhões em parceria com o FMI para reconstrução de moradias, com recursos repassados a empresas responsáveis pelas obras.

As buscas por sobreviventes continuam com apoio de equipes especializadas de 31 países, incluindo o Brasil, que enviaram bombeiros e profissionais treinados. Muitos venezuelanos também ajudam manualmente, devido à escassez de equipamentos.

A polícia investiga o caso.

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