Teerã foi transformada em uma fortaleza para receber o funeral do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A cerimônia ocorre quatro meses após a morte dele, em 28 de fevereiro, quando a residência foi atingida por bombardeios de Israel e dos Estados Unidos, segundo a agência France Presse.
Mobilização de milhões
Autoridades iranianas esperam entre 15 milhões e 20 milhões de pessoas apenas na capital durante os três dias de homenagens. O funeral é visto como uma demonstração de força após a guerra de quase 40 dias contra Israel e os Estados Unidos, que deixou milhares de civis mortos e matou altos dirigentes iranianos.
Os portões do complexo religioso de Mosalla, onde ocorrerá o velório, serão abertos às 6h deste sábado (4), no horário local. O local permanecerá aberto dia e noite até segunda-feira (6). Depois, o caixão seguirá em cortejo pelas ruas de Teerã e, na terça-feira (7), será levado para a cidade sagrada de Qom.
Presença de líderes e ausências
São esperadas autoridades de cerca de 30 países, principalmente da região. Entre os confirmados estão o ex-presidente russo Dmitri Medvedev e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. A China será representada por He Wei, um alto dirigente do Parlamento. Nenhum líder europeu foi convidado.
A presença do filho de Khamenei, Mojtaba, que assumiu o posto de líder supremo em março, ainda não foi confirmada. Segundo a imprensa estatal, ele ficou ferido nos ataques que mataram o pai e, desde então, se manifesta apenas por mensagens escritas.
O sepultamento
O funeral de Estado de Khamenei estava previsto inicialmente para março, mas foi adiado por causa da guerra. Segundo as autoridades iranianas, será o maior da história do país. O sepultamento de Khamenei ocorrerá em 9 de julho na cidade de Meshed.
A polícia investiga o caso.
