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Preso suspeito de atear fogo em companheira por pintar unhas de vermelho no PR

Homem de 28 anos é preso em Bandeirantes, no Paraná, suspeito de atear fogo na companheira após se irritar com a cor das unhas. Vítima sobreviveu e pediu medida protetiva.

Por GrudanaWeb 02 de Julho de 2026, 09:15 📖 3 min de leitura
Preso suspeito de atear fogo em companheira por pintar unhas de vermelho no PR

Um homem de 28 anos foi preso em flagrante em Bandeirantes, no norte do Paraná, suspeito de tentar matar a companheira, de mesma idade, ateando fogo no corpo dela. O crime ocorreu na última terça-feira (30) e teria sido motivado pelo ciúme: o agressor se irritou ao ver que a vítima havia pintado as unhas de vermelho.

Alex José de Araújo foi autuado por lesão corporal contra a mulher, violência doméstica, sequestro e cárcere privado. O Ministério Público do Paraná já pediu a conversão da prisão em preventiva.

O ataque e a fuga

Segundo relato da vítima à polícia, o companheiro chegou em casa por volta das 9h e começou as agressões. Ele usou acetona para molhar o corpo da mulher e ateou fogo, provocando queimaduras nos seios, no pescoço e nos dedos dela.

Após o ataque, o homem trancou a companheira dentro de casa e passou a ameaçá-la, dizendo que incendiaria o cabelo dela e que a mataria para que ela não ficasse com mais ninguém.

A vítima conseguiu escapar por volta das 11h e pedir socorro. O suspeito fugiu, mas foi localizado horas depois pela Polícia Militar, na garupa de um mototáxi em Cornélio Procópio, município vizinho a cerca de 37 quilômetros do local do crime. Ele tentava ir para a casa de uma irmã.

Versão do suspeito e antecedentes

Em depoimento, Alex José de Araújo negou as acusações e alegou que a própria companheira teria provocado o incêndio. Ele disse que pretendia terminar o relacionamento e que a mulher, por não aceitar o fim, teria simulado o atentado para incriminá-lo.

No entanto, o Ministério Público aponta que o próprio agressor apagou as chamas logo após o ato, afirmando que amava a vítima. A mulher recebeu atendimento médico, passa bem e já solicitou uma medida protetiva de urgência. Ela já havia registrado um boletim de ocorrência anterior por violência doméstica contra o mesmo homem.

Até o momento, o acusado não constituiu defesa legal no processo. A polícia investiga o caso.

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