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PMEs concentram 43% dos ataques cibernéticos na América Latina

Pequenas e médias empresas são alvo de 43% dos ataques cibernéticos mapeados na América Latina. Saiba por que e como se proteger.

Por GrudanaWeb 29 de Junho de 2026, 19:45 📖 3 min de leitura
PMEs concentram 43% dos ataques cibernéticos na América Latina

As pequenas e médias empresas (PMEs) viraram o principal alvo do cibercrime na América Latina. Segundo dados da Kaspersky, 43% dos ataques de phishing registrados em 2025 na região tiveram como foco essas empresas de menor porte — um total de 553 milhões de tentativas de ataque no Brasil em apenas 12 meses.

A mudança de estratégia dos hackers é simples: empresas pequenas têm dados valiosos (informações financeiras, cadastros de clientes, propriedade intelectual) mas defesas digitais frágeis. É como escolher invadir uma casa comum em vez de uma mansão blindada.

Por que as PMEs viram alvo fácil

A pesquisa da IBM Security mostra que cerca de 62% dos ataques cibernéticos atuais mirão em pequenas e médias empresas. As razões são claras:

Equipes de TI enxutas focadas apenas em resolver problemas do dia a dia. Políticas de segurança fracas, como senhas simples e falta de autenticação de dois fatores. Infraestrutura tecnológica defasada, com sistemas operacionais sem suporte. Orçamentos limitados para contratar especialistas ou investir em softwares de proteção.

Além disso, muitas PMEs servem como porta de entrada para ataques contra grandes corporações parceiras. Os cibercriminosos usam o mesmo código malicioso em pequenas e grandes vítimas — o que significa que as empresas menores enfrentam ataques tão sofisticados quanto os das maiores.

O risco real: fechar as portas

O impacto de um ataque cibernético em uma PME é devastador. Segundo a National Cyber Security Alliance (NCSA) e a ConnectWise, mais de 60% das pequenas e médias empresas atingidas por ransomware fecham as portas em até seis meses após o ataque. Para grandes corporações, a recuperação é mais viável financeiramente.

Como se proteger

Especialistas recomendam medidas práticas de prevenção: considerar terceirizar a equipe de TI (pode custar até 3 vezes menos que manter um time interno dedicado); fazer backups regulares dos dados; implementar autenticação de dois fatores em logins; manter sistemas operacionais atualizados; treinar colaboradores sobre phishing e segurança digital.

A blindagem da infraestrutura digital virou a única garantia de continuidade para empresas de qualquer tamanho.