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Perícia confirma calmante em sangue de casal morto por diarista em BH

Exame toxicológico revela clonazepam no sangue do advogado Cláudio Atala Inácio e da esposa Maria Clotilde, mortos a facadas em BH. A diarista Paola Stefany Neto Cirino é a principal suspeita.

Por GrudanaWeb 03 de Julho de 2026, 10:45 📖 3 min de leitura
Perícia confirma calmante em sangue de casal morto por diarista em BH

A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou a presença de clonazepam, medicamento usado como calmante e ansiolítico, no sangue do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi morto a facadas dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

O resultado do exame toxicológico reforça a versão apresentada pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa sob suspeita do crime. Em depoimento à Polícia Civil, ela afirmou que colocou um sonífero na bebida consumida pelo casal antes dos assassinatos e alegou ter sofrido um “surto” psicótico.

Primeiro dia de trabalho

De acordo com a investigação, Paola trabalhava pela primeira vez na residência das vítimas no dia do crime. Ela chegou ao apartamento por indicação de um parente do casal, para quem já prestava serviços de diarista regularmente, duas vezes por semana.

O familiar prestou depoimento e afirmou estar profundamente abalado. Conforme relatado pelo delegado, ele disse sentir culpa por ter indicado Paola e afirmou que nunca teve qualquer problema com a funcionária, considerada por ele uma pessoa de confiança.

No entanto, em entrevista coletiva, o parente comentou que Paola havia “mudado o comportamento” nos últimos dias. Ele ainda afirmou que ela ligou para ele no dia do crime, relatando que Maria Clotilde estava passando mal. Ele, no entanto, disse que preferiu não checar o que estava acontecendo na casa.

Dinâmica do crime

As investigações apontam que Paola entrou no edifício por volta das 7h30 de uma segunda-feira, carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, às 15h30, ela deixou o prédio usando roupas diferentes e levando duas sacolas grandes e uma bolsa reconhecida pelos familiares como pertencente a Maria Clotilde.

A perícia constatou que Cláudio e Maria Clotilde foram mortos com diversos golpes de faca. A suspeita fugiu com R$ 18 mil roubados do apartamento do casal. A Polícia Civil investiga o caso.

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