Os pais do engenheiro civil Rubens Fernando da Costa Filho, de 29 anos, assassinado a tiros na saída de uma festa privada de São João em Lagoa Seca, no Agreste da Paraíba, falaram sobre o trauma vivido pela família. O crime aconteceu no estacionamento do evento na manhã de domingo, 21 de junho.
Em entrevista à TV Cabo Branco, o pai da vítima, Rubens Fernandes, descreveu a relação próxima com o filho e a dor da perda.
“Essa dor que sentimos ultrapassa todos os limites. Você não imagina a falta que ele me faz. Tudo o que nós discutíamos durante os dias era compartilhado. Não faziam nada se a gente não tivesse um diálogo”, afirmou.
Família cobra justiça
O pai negou qualquer envolvimento do filho em agressões e afirmou que a família espera responsabilização do suspeito, Cristian Dantas, preso em flagrante pela Polícia Civil.
“Que se faça justiça com a Justiça. Meu filho nunca teve um único contato com esse cidadão. Meu filho foi incapaz de tocar o dedo no corpo desse rapaz, de lançar uma palavra para ele. Ele saca de uma arma e tira a vida do meu filho. A família Fernandes cobra justiça”, disse.
A mãe, Roseli Fernandes, afirmou que o filho era uma referência para a família e relatou o impacto emocional.
“Rubinho era meu alicerce. Era sinônimo de amor e de perdão. Ele passou por vários momentos difíceis na vida dele, momentos esses que eu achava que ele não ia suportar, mas ele suportou. Eu tenho certeza que Jesus está abraçando meu filho agora. Estou passando por essa dor, a dor do luto, como um punhal cravado no meu coração”, lamentou.
Crime e investigação
Rubens Fernando da Costa Filho foi baleado na região do coração após uma discussão durante o evento. A investigação da Polícia Civil indica que o crime ocorreu por ciúmes envolvendo a ex-companheira da vítima. O suspeito, que atuava como empresário, foi autuado por homicídio duplamente qualificado.
O corpo do engenheiro foi enterrado no dia 22 de junho, no Cemitério Central de Guarabira, no Brejo da Paraíba. O velório aconteceu na Câmara Municipal de Guarabira, reunindo familiares, amigos e moradores da cidade onde a vítima nasceu e vivia.
A polícia investiga o caso.
