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Operação Placebo: grupo fraudava remédios para pacientes com câncer no RS

Polícia Civil do RS desarticula organização criminosa suspeita de fraudar fornecimento de medicamentos de alto custo a pacientes oncológicos. Operação Placebo cumpriu 57 mandados.

Por GrudanaWeb 30 de Junho de 2026, 11:16 📖 2 min de leitura
Operação Placebo: grupo fraudava remédios para pacientes com câncer no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nesta segunda-feira (29), a Operação Placebo, que desarticulou uma organização criminosa suspeita de fraudar o fornecimento de medicamentos de alto custo para pacientes com câncer. As investigações indicam que o grupo agia para obter vantagem econômica ilícita manipulando processos judiciais de aquisição de remédios financiados com recursos públicos.

De acordo com o delegado Daniel Severo, o grupo utilizava empresas ligadas entre si para simular concorrência em orçamentos apresentados ao Poder Judiciário. Com isso, as contratações eram direcionadas e os valores pagos com dinheiro público eram artificialmente elevados. "Segundo os elementos colhidos até o momento, o grupo utilizaria empresas vinculadas entre si para simular concorrência em orçamentos apresentados ao Poder Judiciário, direcionando contratações e elevando artificialmente os valores pagos com recursos públicos", explicou o delegado.

Mandados e prisão em flagrante

A operação cumpriu 57 mandados de busca e apreensão em cidades gaúchas como São Gabriel, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Sapiranga, Campo Bom, Canoas, Taquara, Porto Alegre, Gravataí e Tramandaí. Endereços em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás também foram alvo da ação.

Durante o cumprimento das medidas, um dos principais investigados foi preso em flagrante. Policiais encontraram na residência dele diversas caixas de medicamentos com indícios de adulteração e falsificação.

Indícios de medicamentos falsificados

Além das fraudes nos processos judiciais, a investigação identificou a existência de empresas de fachada e, em situações mais graves, a circulação de medicamentos com suspeita de adulteração e falsificação. A investigação começou depois que um profissional da área farmacêutica percebeu inconsistências em um medicamento para câncer, como divergências nas embalagens e características incompatíveis com os produtos originais.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

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