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Negociadores dos EUA e Irã seguem para Doha; reunião é incerta

Equipes de negociação dos EUA e Irã chegam a Doha nesta semana, mas Irã nega que haja reunião agendada. Disparos de mísseis testam cessar-fogo.

Por GrudanaWeb 29 de Junho de 2026, 19:16 📖 3 min de leitura
Negociadores dos EUA e Irã seguem para Doha; reunião é incerta
Wikimedia Commons - The White House

As equipes de negociação dos Estados Unidos e do Irã devem chegar a Doha nesta semana, mas existe incerteza sobre a realização de encontros entre os dois lados. O Irã afirmou que nenhuma reunião havia sido agendada, enquanto disparos de mísseis no fim de semana colocaram à prova o cessar-fogo provisório que busca encerrar a guerra iniciada há quatro meses.

Delegações se mobilizam, mas diálogo é questionado

O presidente dos EUA, Donald Trump, está enviando seu genro, Jared Kushner, e seu enviado especial, Steve Witkoff, para liderar a equipe de negociação, de acordo com a secretária de imprensa Karoline Leavitt. Já o Irã está enviando sua delegação técnica ao Catar nesta semana.

Porém, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a presença da delegação iraniana "não tem relação" com a visita dos norte-americanos. Baghaei declarou que não há conversas agendadas entre os dois lados. "Não teremos nenhuma reunião de negociação, em nenhum nível, com a parte norte-americana nos próximos dias", afirmou o porta-voz.

Fragilidade do acordo de junho

A divergência sobre os encontros evidencia a fragilidade do acordo de 17 de junho, que suspendeu um conflito responsável por interromper fluxos globais de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O cessar-fogo cria uma questão política delicada para Trump antes das eleições legislativas de novembro nos EUA.

Os dois países se deram pelo menos 60 dias para implementar um memorando de entendimento de 14 pontos. O objetivo é prorrogar o cessar-fogo de abril, discutir os programas de energia nuclear e pesquisa do Irã, além de negociar uma trégua permanente. No entanto, o progresso tem sido lento, com cada lado acusando o outro de violar os termos acordados.

Segundo autoridades iranianas, haveria uma reunião em Doha na terça-feira, mas com foco diferente: gestão do Estreito de Ormuz e redução de tensões, em vez de negociações técnicas. Outra autoridade afirmou que equipes técnicas dos EUA e do Irã devem se reunir separadamente com mediadores do Catar e do Paquistão na quarta-feira.

Tensões mantêm acordo sob pressão

Os EUA acusaram o Irã de atingir navios comerciais no Estreito de Ormuz com mísseis ou drones nos últimos dias. Em resposta, os EUA bombardearam instalações militares iranianas no fim de semana. O Irã, por sua vez, lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuweit e no Barein.

O fechamento da via navegável elevou os preços do petróleo para mais de US$100 o barril, impulsionando a inflação global e pressionando Trump antes das eleições legislativas.

A investigação sobre possíveis avanços nas negociações continua em monitoramento.