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Mulher passa 5 anos sem energia elétrica após medida protetiva contra ex em SC

Moradora de Criciúma (SC) e filho autista ficaram cinco anos sem luz após ex-marido cortar energia por represália. Após morte dele, ex-sogros mantiveram privação. Justiça determinou religamento.

Por GrudanaWeb 03 de Julho de 2026, 04:30 📖 3 min de leitura
Mulher passa 5 anos sem energia elétrica após medida protetiva contra ex em SC

Uma moradora de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, e o filho autista viveram cinco anos sem acesso à energia elétrica em casa. O caso foi revelado pelo Ministério Público do Estado (MPSC). Segundo o órgão, a represália começou em 2021, após a vítima pedir uma medida protetiva contra o ex-marido.

O homem solicitou o desligamento da energia da residência, já que a unidade consumidora estava registrada no nome dele. Ele morreu um ano depois, mas os ex-sogros da vítima mantiveram a privação para forçá-la a abandonar o imóvel, onde ela viveu por mais de 20 anos.

Como era a rotina sem luz

Durante o período sem energia, a mulher aquecia água no fogão para tomar banho e enfrentava calor intenso apenas com as janelas abertas. Ela dependia da ajuda de vizinhos para guardar alimentos na geladeira, carregar o celular ou usar equipamentos elétricos básicos.

“Eu tomava banho em casa igual antigamente, de bacia. O vizinho me ajudou muito. Ele botou até uma extensão para botar bateria para recarregar celular. Eu tinha gaveta no freezer dele para botar carne”, relatou a vítima em vídeo divulgado pelo MPSC.

A falta de energia também afetava o filho autista. “Às vezes o meu filho se desesperava sem energia, ia para a casa da minha mãe, mas assim fomos vivendo”, contou ao MPSC.

Justiça determina religamento

A vítima buscou judicialmente o restabelecimento da energia, mas o pedido foi negado por entraves relacionados à titularidade do imóvel e da unidade consumidora — a casa fica em um terreno com diversas residências registradas em nome de familiares do ex-marido.

A situação mudou no final de maio deste ano. Durante uma audiência de uma ação que tramita na Justiça, foi determinada a religação imediata da energia. Em junho, a mulher voltou a ter luz em casa. Agora, os ex-sogros respondem por violência psicológica.

A polícia investiga o caso.

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