Subiu para 2.645 o número de mortes causadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho. O novo balanço foi divulgado neste sábado (3) pelo governo local. Segundo dados oficiais, 12.666 pessoas ficaram feridas em decorrência dos dois tremores.
Mais de 15 mil pessoas perderam suas casas e 885 edifícios foram afetados. Destes, 189 sofreram colapso total, especialmente no estado de La Guaira, considerado o epicentro dos terremotos.
Resgate emocionante após oito dias
Ao todo, 6.462 pessoas foram resgatadas com vida. O governo não divulgou números sobre desaparecidos, mas as Nações Unidas estimam que esse total possa chegar a 50 mil.
Na sexta-feira (2), um homem de 43 anos foi resgatado com vida depois de oito dias debaixo dos escombros. Hernan Gil, segurança, foi retirado do local onde um prédio desabou por uma equipe de socorristas de sete países.
Famílias cobram rapidez e governo enfrenta críticas
Nove dias após os tremores, equipes de resgate começam a encerrar operações de busca por sobreviventes. Familiares que tentam recuperar os corpos de entes queridos ainda se comunicam com quem acreditam estar vivo sob os escombros.
A atuação do governo diante da tragédia tem sido alvo de críticas. Civis que ajudam nas buscas relataram a ausência de socorristas até a chegada das brigadas internacionais. Vizinhos, familiares e voluntários foram os primeiros a remover escombros e procurar pessoas.
Em resposta, a presidente interina Delcy Rodríguez determinou a militarização de La Guaira logo após os tremores. Segundo ela, a medida foi necessária para evitar que supostos laboratórios midiáticos gerassem caos e atrapalhassem os resgates. Delcy descartou que os mortos sejam encaminhados a valas comuns e ordenou a devida identificação de todos.
Um necrotério improvisado funciona ao ar livre no porto de La Guaira, onde familiares formam longas filas para receber os corpos e as certidões de óbito.
A polícia investiga o caso.
