Economia

Montadoras tradicionais apostam em CKD e SKD para competir no Brasil

Renault, Stellantis e GM adotam regimes de montagem CKD e SKD para reduzir custos e enfrentar concorrência das marcas chinesas no Brasil

Por GrudanaWeb 29 de Junho de 2026, 23:30 📖 2 min de leitura
Montadoras tradicionais apostam em CKD e SKD para competir no Brasil

Grandes montadoras tradicionais estão adotando os regimes CKD e SKD para montar veículos no Brasil — uma estratégia que antes era exclusiva das marcas chinesas. A decisão reflete a pressão por redução de custos e a intensificação da concorrência no mercado automotivo brasileiro.

Renault, Stellantis e General Motors já investem em fábricas nacionais com esse modelo. A Renault monta kits da Geely, a Stellantis trabalha com a Leapmotor, e a GM produz veículos da Wuling sob a marca Chevrolet usando esses regimes de importação.

O que é CKD e SKD?

CKD (Completely Knocked Down) significa que o carro chega completamente desmontado ao Brasil, enquanto SKD (Semi Knocked Down) refere-se à importação de veículos parcialmente montados. Ambos permitem reduzir custos com frete, logística e tributação comparado à importação de carros prontos.

Por que as tradicionais estão adotando?

O aumento da concorrência e o peso da tributação sobre o setor têm levado essas empresas a considerar a adoção dos sistemas. Todos os modelos que estão sendo nacionalizados por esses grupos têm seus componentes produzidos na China, aproveitando custos menores na origem.

Estudo da consultoria Zag Work, divulgado em abril, mostrou que a integração de fornecedores e os custos reduzidos na produção chinesa geram economia significativa para as montadoras que adotam esse modelo.

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