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Menino de 11 anos morre após cair de varanda do 5º andar em Manaus

Criança com transtorno do espectro autista caiu do quinto andar de prédio no bairro Parque 10, em Manaus; polícia investiga como acidental.

Por GrudanaWeb 30 de Junho de 2026, 18:31 📖 3 min de leitura
Menino de 11 anos morre após cair de varanda do 5º andar em Manaus

Um menino de 11 anos morreu na manhã desta terça-feira (30) após cair do quinto andar de um prédio no bairro Parque 10, em Manaus, capital do Amazonas. A queda aconteceu por volta das 9h, da varanda do apartamento onde ele morava com a mãe e a irmã. O socorro foi acionado, mas a morte foi constatada no local.

Polícia trata como morte acidental

Segundo o delegado Gerson Oliveira, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros de Manaus, o menino tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) e se comunicava com pouca ou nenhuma fala. No momento da queda, a criança estava sob os cuidados da irmã, uma adolescente de 14 anos. A princípio, a polícia trata o caso como morte acidental.

“A princípio, tratamos como morte acidental. Não percebemos no local e até agora não entendemos que houve negligência da parte da mãe ou da irmã”, afirmou o delegado. “A gente não pode excluir a possibilidade de negligência dos pais. Mas, obviamente, a gente não pode controlar tudo que acontece. Aparentemente, nesse evento foi uma fatalidade e foi inevitável”, completou.

Mãe havia saído para exame admissional

De acordo com a polícia, a mãe do menino saiu de casa às 6h30 para um exame admissional de emprego marcado para as 7h. Ela deixou o menino, que ainda dormia, sob cuidados da irmã. Os pais são separados e o pai não mora em Manaus.

“A irmã estava meio sonolenta. Quando ouviu barulhos da criança pensou que pudesse estar pelo apartamento fazendo alguma coisa, mas não encontrou. Desceu para procurar lá embaixo e foi quando avisaram que ele tinha caído”, contou Oliveira.

Rede de proteção rompeu

O delegado explicou que a varanda era o único local do apartamento com acesso à parte externa. Os policiais encontraram pontos de rompimento na rede de proteção. A princípio, descartam uso de objeto cortante. “Tudo nos leva a crer que a criança tenha se precipitado ao empurrar aquela tela contra as guias que seguravam a tela. E aí, a tela veio a romper. A mãe supõe que tenha sido isso, que o menino possa ter jogado o travesseiro e depois tentado ir atrás do travesseiro. Ele costumava brincar de jogar objetos para ir atrás”, afirmou Oliveira.

A polícia investiga o caso.

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