O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se nesta segunda-feira (29 de junho) com a senadora Teresa Leitão (PT-PE), nova líder do governo no Senado. Foi o primeiro encontro entre os dois desde que a parlamentar assumiu o cargo na semana anterior, após a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA).
A reunião aconteceu no Palácio do Planalto, logo após Teresa Leitão participar da cerimônia de lançamento do Desenrola Adimplentes e de outras medidas para estimular a adimplência da população brasileira.
Articulação política em foco
Antes do encontro com Lula, a senadora também se encontrou com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE). Durante a conversa, ambos discutiram as principais pautas que devem orientar a articulação política nos próximos meses. Segundo Guimarães, o encontro reforçou o compromisso com o diálogo e a construção de consensos para o avanço de projetos que beneficiem a população.
Na ocasião, o ministro afirmou que o governo seguirá trabalhando em unidade para fortalecer a agenda do presidente Lula e garantir que as prioridades do Brasil avancem no Congresso Nacional.
Prioridades do governo no Senado
A nova líder tem como principal missão destravar as pautas prioritárias para o Planalto. Destaque para a PEC que prevê o fim da escala 6x1, que o governo pretende acelerar antes do recesso parlamentar, marcado para começar em 18 de julho. A medida é tratada como prioridade central e considerada uma das principais vitrines eleitorais para Lula em 2026.
Também integram a agenda de prioridades: a PEC da Segurança Pública, que constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e amplia a atuação das polícias Federal e Rodoviária; o projeto de lei de marco regulatório para exploração de minerais críticos e estratégicos; a proposta que cria o Redata, para compartilhamento de dados entre órgãos públicos; e a tramitação de medidas provisórias que dependem da instalação de comissões mistas.
Teresa Leitão é vista como uma parlamentar com boas relações com oposição e aliados do governo. Ela não será candidata nas eleições deste ano, o que lhe permite maior disponibilidade para dedicar-se à função de liderança.