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Linha 6-Laranja: 1º trecho do Metrô de SP é inaugurado nesta quinta

Governo de SP entrega nesta quinta (2/7) seis estações da Linha 6-Laranja do Metrô. Trecho funciona sem cobrança de passagem, em horário reduzido, com intervalos de até 19 minutos.

Por GrudanaWeb 30 de Junho de 2026, 13:30 📖 3 min de leitura
Linha 6-Laranja: 1º trecho do Metrô de SP é inaugurado nesta quinta

O primeiro trecho da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo será inaugurado nesta quinta-feira (2/7) pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A informação foi confirmada pelo governo paulista, que também entregou nesta terça (30/6) a estação Washington Luís, da Linha 17-Ouro.

Nesta primeira fase, seis das 15 estações previstas para a linha começarão a funcionar: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca (com integração com a Linha 7-Rubi da CPTM), Sesc-Pompeia e Perdizes. O acesso será gratuito durante o período de operação assistida.

Funcionamento e horários reduzidos

O trecho inaugural funcionará em sistema Shuttle, com apenas um trem por via. O horário de operação será das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira. Segundo o governo estadual, o intervalo entre os trens será de 13 a 19 minutos, dependendo da fonte consultada. Apesar de os trens serem automáticos, nesta fase inicial a operação contará com condutor a bordo.

A estação Água Branca já permite conexão com a Linha 7-Rubi, mas nesse primeiro momento o passageiro que quiser embarcar na rede ferroviária precisará pagar tarifa separada. A integração gratuita com as linhas 4-Amarela e 1-Azul está prevista no projeto original, mas as estações que farão essas conexões ainda não foram entregues.

Próximas etapas e o histórico da obra

O governo paulista prevê que mais duas estações sejam inauguradas ainda em 2026: Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado. O restante da linha deve ficar pronto em 2027. Quando estiver totalmente concluída, a Linha 6-Laranja terá 15,3 quilômetros de extensão e ligará a zona norte (Brasilândia) ao centro (São Joaquim), com capacidade para transportar mais de 630 mil passageiros por dia.

A história da linha é marcada por atrasos. Lançada em 2008 pelo então governador José Serra (PSDB), a obra foi paralisada por quatro anos após o consórcio Move São Paulo abandonar o projeto em 2016, durante a Operação Lava Jato. O grupo espanhol Acciona comprou os direitos em 2020, retomando a construção. Em 2022, um cratera na Marginal Tietê causou nova interrupção parcial.

A inauguração ocorre a três meses das eleições em que Tarcísio concorrerá à reeleição. Pela legislação, o governador só pode participar de inaugurações até 4 de julho.

A polícia investiga o caso.

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