O atacante Gabriel Veneno, uma das principais promessas do Atlético-MG, fechou com a empresa Gol International, comandada pelo empresário israelense Pini Zahavi. Zahavi é conhecido por representar astros como Neymar e Robert Lewandowski.
O jovem de 16 anos tem contrato com o Galo até julho de 2028 e frequentemente aparece em manchetes internacionais como alvo de clubes europeus. Agora, sua carreira será gerida pela agência de Zahavi.
Boas-vindas da empresa
Nas redes sociais, o perfil oficial da Gol International já publicou uma mensagem de boas-vindas ao atleta. “Um dos mais brilhantes talentos brasileiros, com grandes sonhos, bonitos dribles e um futuro animador pela frente”, escreveu a empresa.
Por conta da idade, Veneno só pode deixar o Atlético rumo a um clube europeu a partir de julho de 2027, quando completa 18 anos.
Quem é Pini Zahavi?
Zahavi tem um portfólio com grandes nomes. Ele intermediou a maior venda da história do futebol: em 2017, Neymar saiu do Barcelona para o PSG por 222 milhões de euros (cerca de R$ 812 milhões na época). Além de Neymar, Zahavi agencia outros astros, como o zagueiro Jonathan Tah, titular da Seleção da Alemanha e do Bayern de Munique, o atacante polonês Robert Lewandowski e o atacante Leroy Sané.
Quem é Gabriel Veneno?
Natural de Ilhéus, na Bahia, João Gabriel Castro Santos começou em uma escolinha de sua cidade e depois integrou o projeto Canarinhos, em Santa Rita de Cássia. Foi buscado pelo Santos, mas acabou dispensado.
Em 2023, chamou a atenção do Atlético na Copa Dois de Julho, tradicional competição de base, jogando pela Seleção de Santa Rita de Cássia. O Galo levou o garoto para a Cidade do Galo. Ele é destaque na base alvinegra, com frequentes convocações para a seleção brasileira da categoria.
Nesta temporada, Veneno foi destaque no Sub-17 e participou da campanha vice-campeã da Copa do Brasil. No total, são cinco gols e duas assistências em 14 jogos na categoria em 2026.
Por que o apelido “Veneno”?
O apelido surgiu por um motivo trágico. Quando tinha três anos, o jogador foi picado por uma cobra. Ele foi internado e precisou amputar parte do dedo anelar direito. “Quando eu tinha três anos, na Bahia, estava na casa da minha avó, na roça, brincando. Fiquei cansado, me escorei em um tanque de cimento, que estava quebrado na borda, e coloquei a mão por debaixo da tampa. Só que coloquei a mão em cima de uma cobra, e ela me mordeu, aí tiveram que arrancar meu dedo”, contou o atleta.
A polícia investiga o caso.
