O Vasco finalmente acertou a contratação do técnico Fernando Seabra, que estava no Coritiba, mas o caminho até o acordo foi marcado por instabilidade dentro do clube. A crise política e jurídica afastou o primeiro alvo da diretoria e atrasou a definição do novo comandante.
Segundo apuração do ge, o Vasco tinha um acordo verbal com Franclim Carvalho, atualmente no Botafogo. O treinador português gostou do projeto apresentado pelo diretor Admar Lopes e da proposta salarial, mas condicionou a assinatura a uma certeza: saber quem realmente manda no clube.
Franclim lembrou o caso de Álvaro Pacheco, que chegou ao Vasco em maio de 2024, em meio à indefinição jurídica após Pedrinho assumir o controle da SAF, com a 777 afastada. A situação se repetia agora, com o afastamento de Pedrinho e a renúncia da interventora judicial por questões de segurança.
Prazo vencido e plano B
Com a urgência de definir o treinador antes do retorno dos jogos, o Vasco não recebeu resposta de Franclim no prazo estipulado e retirou a proposta. Foi então que Fernando Seabra entrou na jogada.
O treinador já era bem avaliado internamente por seu trabalho moderno, visão de futebol e trato com jogadores jovens. O CEO Fred Luz contatou o Coritiba, e Admar Lopes viajou a Curitiba para apresentar o projeto.
A proposta foi considerada irrecusável: segundo o ge, a valorização salarial oferecida pelo Vasco é cerca de três vezes maior do que Seabra recebia no Coritiba. O treinador, que nos últimos meses havia recebido sondagens de Santos e Atlético-MG sem abrir negociação, aceitou o convite.
Antes do acerto, Seabra ainda comandou o treino do Coritiba na manhã de quarta-feira, mas o clima já era de expectativa pela saída. O Vasco, enfim, destravou uma das pendências mais urgentes do departamento de futebol.
