Uma nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 56,4% das pessoas empregadas nas áreas atingidas pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul interromperam suas atividades durante o desastre. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (01/07), abrange 133 municípios e aponta impactos severos no trabalho, estudo e moradia.
Interrupção do trabalho e perda de renda
Antes das chuvas, o IBGE estimou 3.043.889 moradores com 14 anos ou mais em trabalho remunerado nas áreas pesquisadas. Durante as enchentes, 1.718.066 pessoas deixaram de trabalhar, segundo o instituto. A interrupção foi associada a obstáculos de mobilidade e danos nas moradias: 63,2% dos trabalhadores que pararam viviam em domicílios com algum dano estrutural.
Entre os que pararam, 38,1% residiam em lares com renda mensal de até R$ 3 mil, contra 28,8% entre os que não interromperam as atividades. A pesquisa também apontou que, embora o nível de ocupação tenha se recuperado posteriormente, 1.450.661 pessoas relataram redução no rendimento do trabalho após o desastre. Desses, 66,8% moravam em casas com danos estruturais.
Impacto na educação
A pesquisa também mostrou que 78,9% dos estudantes que frequentavam creches, escolas ou cursos superiores nas áreas afetadas interromperam a frequência por causa das enchentes. Do total de 1.696.612 pessoas em instituições de ensino em abril de 2024, apenas 20,5% disseram que não sofreram paralisação.
A polícia investiga o caso.
