Um homem de 51 anos foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (30) em Sena Madureira, interior do Acre, suspeito de se passar por policial civil. Carlos Zorzan usava farda, distintivos, rádio comunicador, algema e um simulacro de arma de fogo para convencer moradores e oferecer serviços particulares de vigilância e investigação.
Segundo o delegado Rêmulo Diniz, da Polícia Civil do Acre, o caso é considerado 'inusitado'. Ele afirmou que Carlos já tem passagens por crimes em São Paulo e responde por um homicídio em Mato Grosso do Sul.
As investigações indicam que o suspeito chegou ao Acre há cerca de três a quatro meses, após iniciar um relacionamento virtual com uma moradora de Sena Madureira. De acordo com a polícia, ele buscava contratos de vigilância privada e também oferecia serviços de investigação para pessoas que haviam sido vítimas de furtos e roubos na cidade, cobrando valores em dinheiro sob a promessa de recuperar bens ou identificar os autores.
Ao ser abordado, Carlos estava com vestimentas semelhantes às da Polícia Civil de São Paulo, além de distintivos, capa de colete e um simulacro de arma. 'Ele tinha um simulacro que parecia muito uma pistola verdadeira', detalhou o delegado.
A audiência de custódia está prevista para esta quarta-feira (1º). A defesa do suspeito não foi localizada para comentar o caso.
Como agia o falso policial
Carlos Zorzan se passava por policial civil para conquistar a confiança da população. Ele oferecia serviços de vigilância privada e investigação para pessoas que haviam sido vítimas de furtos e roubos na cidade. A polícia apura se outras pessoas foram lesadas pelo esquema.
Crimes anteriores
De acordo com o delegado Rêmulo Diniz, Carlos já tinha crimes praticados em São Paulo e um homicídio em Mato Grosso do Sul. A Polícia Civil do Acre segue investigando a atuação do suspeito no estado.
A polícia investiga o caso.
