A família da estudante Jhenyfer Camilly Alves dos Santos, de 22 anos, aguarda há mais de um mês a liberação de um suposto pé que teria sido amputado durante o acidente que a matou. O membro foi encontrado dias após a colisão na BR-010, em Palmas, mas ainda não foi devolvido aos parentes para enterro.
Secretaria de Segurança corrige informação sobre identificação
No início de junho, a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP) afirmou que exames periciais haviam confirmado que o pé pertencia à jovem. No entanto, nesta quinta-feira (2), após ser questionada sobre a demora na liberação, a pasta corrigiu a informação: ainda não concluiu a identificação do membro. A mãe de Jhenyfer, Maria Aparecida dos Santos, contou que foi ao Instituto Médico Legal de Palmas (IML) para fazer teste de DNA e agora aguarda o resultado. "Fui ao IML na semana passada para fazer o teste de DNA e agora estamos esperando o resultado para podermos enterrar junto ao corpo dela", disse.
O acidente
Jhenyfer e o marido seguiam de motocicleta para visitar parentes em Aparecida do Rio Negro quando foram atingidos por um carro no dia 17 de maio. Ela sofreu amputação do pé durante a colisão e morreu horas depois de dar entrada no hospital. O membro foi localizado por uma equipe da Força Tática no dia 20 de maio, a cerca de 5 km de distância do acidente, após uma testemunha relatar que a filha encontrou o pé enquanto corria. Familiares haviam feito buscas pelo membro no dia do acidente, sem sucesso.
Policial militar indiciado
O motorista do veículo, um policial militar de folga, foi indiciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo. Segundo a Polícia Civil, ele permaneceu no local, prestou socorro e realizou teste do bafômetro, com resultado negativo para álcool. A defesa do suspeito informou que só irá se manifestar nos autos do processo. A Polícia Militar do Tocantins afirmou que acompanha o andamento da investigação, destacando compromisso com a legalidade e transparência. A SSP foi questionada pelo g1 sobre o caso, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.
A polícia investiga o caso.
