O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou que mais de um milhão de imigrantes apresentaram documentação para regularizar sua situação no país. O prazo do plano extraordinário do governo termina nesta terça-feira (30).
A informação foi divulgada por Sánchez durante discurso sobre a medida, que enfrenta oposição da direita e da extrema direita. O governo de esquerda defende uma política de acolhimento, o que, segundo Sánchez, mostra a Espanha como um país que respeita os direitos humanos.
Plano de regularização em massa
De acordo com o plano, as autoridades têm três meses para analisar os pedidos e conceder ou não autorização de residência e trabalho, válida apenas na Espanha. Para se candidatar, era necessário comprovar pelo menos cinco meses em território espanhol até 1º de janeiro e não ter antecedentes criminais.
Para o primeiro-ministro, a imigração ajuda a suprir a falta de mão de obra e a sustentar o Estado de bem-estar social. Sánchez afirmou que, sem imigração, a Espanha perderia 19% do PIB em 2050. A medida é elogiada pela principal organização empresarial espanhola (CEOE).
Relatos de imigrantes
Juana Hernández, cubana de 59 anos que vive em Madri, disse à agência AFP que o plano é uma grande oportunidade. Ela conta que ficou inquieta até receber a notificação de que seu pedido foi aceito para análise.
Na região da Cantábria (norte), Mohamed, marroquino de 23 anos que não quis informar o sobrenome, vive há quatro anos em situação irregular. Ele afirmou que quer se regularizar para trabalhar legalmente e evitar que empregadores se aproveitem de imigrantes irregulares.
Segundo o Ministério do Interior espanhol, cerca de 37 mil imigrantes em situação irregular entraram na Espanha em 2025, uma queda de 42,6% em relação a 2024. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, em 1º de janeiro, mais de 10 milhões de pessoas nascidas no exterior viviam no país, que tem população total de quase 50 milhões de habitantes.
As autoridades seguem analisando os pedidos nos próximos três meses.
