O empresário Marlon Couto Paula Júnior e mais três pessoas, entre elas o irmão dele, vão a júri popular pela morte de Nelson Carreira Filho em Cravinhos (SP). De acordo com a Polícia Civil, a vítima, de 43 anos, foi morta em maio de 2025 com um tiro na nuca por causa de desavenças comerciais.
A data do julgamento ainda não foi marcada. Marlon Júnior é considerado foragido da Justiça desde o crime. A decisão foi tomada pela Justiça de Ribeirão Preto, com base no inquérito policial e na denúncia do Ministério Público.
Quem são os acusados e o que diz a investigação
Segundo o Ministério Público, Marlon Couto Paula Júnior é apontado como mentor do crime. Ele teria atraído a vítima para uma reunião na empresa dele e atirado na cabeça dela. A investigação diz que ele programou uma dedetização no prédio para o dia do crime, com o objetivo de dispensar funcionários e esvaziar o local. Após o crime, ele ainda teria falado com a esposa da vítima fingindo ser ela. Responde por homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa), ocultação de cadáver, fraude processual e falsidade ideológica.
Tadeu de Almeida Silva, sócio de Marlon, teria testemunhado o tiro e ajudado na limpeza do local, colocando o corpo em lonas. Ele dirigiu o carro da vítima até São Paulo para simular o desaparecimento. Responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. A defesa de Tadeu informou que vai recorrer, alegando que não há provas de que ele planejou o crime.
Felippe Miranda foi chamado de Minas Gerais para conduzir uma caminhonete com o corpo até um rancho em Miguelópolis (SP). Lá, teria amarrado a vítima a barras de ferro e concreto e a lançado no Rio Grande. Ele responde por ocultação de cadáver e fraude processual.
Murilo Couto Paula, irmão de Marlon, é acusado de trocar veículos com o irmão em uma rodovia, próximo a Orlândia (SP), para dificultar o rastreamento. Ele também acompanhou a dedetização na empresa. Responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. As defesas de Murilo e de Felippe já recorreram da decisão pelo júri popular.
Vítima desapareceu após reunião de negócios
Nelson Carreira Filho morava em São Paulo e desapareceu no dia 16 de maio de 2025, após participar de uma reunião de negócios em Cravinhos. As investigações indicam que o crime foi motivado por desavenças comerciais e foi planejado por Marlon Júnior.
Segundo a polícia, depois de ser morto, Nelson foi enrolado em lonas e jogado em um rio. O corpo, no entanto, nunca foi encontrado. Tadeu Almeida se entregou duas semanas depois do desaparecimento, e durante a perícia no prédio em Cravinhos, vestígios de sangue foram encontrados com auxílio de luminol.
A Justiça não encontrou provas suficientes contra a esposa de Marlon Júnior, Marcela Silva de Almeida, e os pais dele, que não serão julgados. O caso segue em investigação.
