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Deportados dos EUA ficam sob escombros na Venezuela após terremoto

146 venezuelanos deportados pelos EUA chegaram ao país horas antes de um duplo terremoto que desabou o hotel onde estavam, causando mortes e feridos.

Por GrudanaWeb 02 de Julho de 2026, 19:45 📖 3 min de leitura
Deportados dos EUA ficam sob escombros na Venezuela após terremoto

Um voo com 146 venezuelanos deportados dos Estados Unidos chegou ao país no último dia 24 de junho, poucas horas antes de um duplo terremoto que destruiu o hotel onde eles estavam hospedados em La Guaira, litoral da Venezuela. O desabamento deixou mortos e feridos, além de grande incerteza entre os familiares.

Voo 164 e o programa Missão Volta à Pátria

Os deportados estavam a bordo do voo 164, parte do programa governamental Missão Volta à Pátria, que recebeu os migrantes no aeroporto. De lá, eles seguiram para o Hotel Santuário La Llanada, em La Guaira, onde passariam por procedimentos administrativos, sanitários e de segurança. O edifício principal de quatro andares desabou durante os tremores.

Segundo informações da BBC News Mundo, o governo venezuelano anunciou que o voo levava 120 homens, 19 mulheres, cinco meninos e duas meninas, todos prontos 'para começar uma nova etapa na pátria amada'. Horas depois, o duplo terremoto mudou o destino do grupo.

Sobrevivente escapou por atraso em ligação

Orlando Torres, um dos passageiros, contou à BBC que deve a vida a uma ligação não atendida. Ele foi um dos últimos a sair do avião e chegou ao hotel quando os trâmites já estavam adiantados. Poucos minutos antes do terremoto, Torres estava em um edifício anexo, tentando falar por telefone com o irmão — exigência do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).

Como o irmão não atendeu, o trâmite atrasou em alguns minutos. Esse atraso o manteve longe do prédio principal, que desabou em seguida. Outros sobreviventes relataram que escaparam ajudando uns aos outros a sair dos escombros.

Autoridades demoraram no resgate, segundo relatos

Sobreviventes e familiares criticaram a lentidão das autoridades no resgate. De acordo com relatos ouvidos pela BBC, a primeira ajuda externa chegou cerca de cinco horas após o terremoto. O Sebin fechou o acesso ao hotel, e parentes tiveram que buscar informações em hospitais e necrotérios por conta própria. Redes de apoio foram criadas entre as famílias, que agora cobram por justiça.

Os dois terremotos deixaram pelo menos 2 mil mortos e dezenas de milhares de feridos e desaparecidos em todo o país. A polícia investiga o caso.

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