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Chefe de empresa de rope jump mandou apagar vídeos após acidentes, diz testemunha

Evelyne dos Santos, do grupo Entrecordas, ordenou exclusão de imagens de câmeras após acidentes na Ponte do Esqueleto, incluindo a morte de uma jovem, aponta investigação.

Por GrudanaWeb 06 de Julho de 2026, 09:45 📖 3 min de leitura
Chefe de empresa de rope jump mandou apagar vídeos após acidentes, diz testemunha

Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que Evelyne dos Santos, apontada como organizadora do grupo de saltos Entrecordas, mandou funcionários apagarem imagens gravadas por câmeras após acidentes na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A informação consta no inquérito que investiga a morte da jovem Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, ocorrida em 13 de junho.

De acordo com a investigação, um funcionário disse ter recebido ordem de Evelyne para recolher a câmera GoPro usada por Maria Eduarda no momento da queda e apagar o vídeo. Três testemunhas relataram ter visto alguém retirar o equipamento logo após o acidente. Integrantes da equipe negaram saber onde a câmera estava ou se a jovem a utilizava.

A polícia indiciou Evelyne por homicídio com dolo eventual e fraude processual. Ela está presa.

Acidente com criança meses antes

O inquérito também aponta que a tentativa de eliminar imagens não foi um caso isolado. Uma ex-funcionária relatou, em áudio anexado ao processo, que Evelyne pediu que fossem apagadas as gravações de um acidente envolvendo um menino de 9 anos, ocorrido em março no mesmo local.

Na ocasião, houve uma falha no sistema de freio da corda durante um salto. Segundo a testemunha, a orientação foi para não enviar o vídeo porque não se sabia qual seria a reação do pai da criança, que também trabalhava na equipe.

Os investigadores apontam que o episódio com o menino poderia ter servido de alerta para evitar a tragédia de junho. A atividade de rope jump era feita de forma clandestina e com desorganização operacional, segundo a polícia.

Investigação e defesa

Quatro pessoas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual. A defesa de Evelyne discorda do indiciamento. Os advogados dos outros investigados contestam a tipificação criminal.

A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o caso à Justiça. A perícia analisa as imagens e equipamentos apreendidos.

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